O coordenador-geral do Londrina, Célio Guergoletto, anuncia hoje os planos do clube para a próxima temporada. O dirigente também aproveita a entrevista coletiva, marcada para as 11 horas, na sede administrativa do Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), para divulgar o relatório das contas que envolveram a participação do time na Série B do Campeonato Brasileiro.
As novas medidas, porém, estão na dependência de um acordo para interromper o contrato de terceirização que transferiu o comando do clube à Sociedade Amigos do Londrina (SAL). Guergoletto, mesmo assim, já elaborou um esboço das principais decisões que pretende tomar. Uma delas: o técnico Varlei de Carvalho está fora dos planos. Claudinho, ex-Portuguesa Londrinense e auxiliar de Varlei na recente campanha da Série B, é um dos nomes mais cotados para ocupar o cargo de treinador.
Outra alternativa, segundo Guergoletto, é Otavinho, ex-jogador do Coritiba e da Pontagrossense, que ainda trabalhou como professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) na cadeira de futebol. ‘‘Queremos adotar soluções mais realistas e caseiras’’, disse Guergoletto.
O coordenador-geral recorre ao mesmo raciocínio para justificar os critérios a serem utilizados na montagem da equipe que vai disputar a Série A-2 (segunda divisão) do Campeonato Paranaense. Segundo ele, a idéia é recontratar apenas três ou quatro jogadores que defenderam o time no Brasileiro, citando o goleiro Renato, o zagueiro Ivanildo, o ala esquerdo Arnaldo e o volante Wagner.
Os demais, esclarece Guergoletto, fogem dos padrões financeiros que o clube deve implantar. Quanto ao atacante Luiz Carlos, Guergoletto disse que o São Paulo não admite prorrogar o empréstimo, acrescentando que o futuro planejamento prevê a mescla da base usada na Série B com juniores. Ele antecipou que o centroavante Serginho Brasília, revelado pelo próprio Londrina e que estava no XV de Piracicaba, seria uma das únicas contratações.
Independentemente de a SAL encerrar ou não a terceirização - legalmente, o grupo poderia administrar o clube até o ano 2000 - Guergoletto acha que o Londrina ‘precisa desvincular-se urgentemente do poder público’. ‘‘Se não criarmos uma estrutura sólida e independente, nunca poderemos caminhar sozinhos. Chega de perambular de chapéu nas mãos’’, reafirmou Guergoletto, ao repetir a tese de que o Londrina não pode mais permanecer atrelado à ajuda financeira do prefeito Antonio Belinati.
Guergoletto revelou que um ‘influente empresário’ da cidade está disposto a liderar ‘o novo grupo’ que passaria a administrar o Londrina. Uma das exigências, porém, é que as dívidas ‘estejam absolutamente sob controle’. ‘‘Solicitei ao Antonio Amaral (presidente do Conselho Deliberativo) que me entregue um amplo levantamento das penhoras e das ações trabalhistas que correm contra o Londrina. Mas não vou reconhecer dívidas podres ou fictícias. É bom que tudo seja feito às claras.’’
Até as 20 horas de ontem, Amaral e os representantes da SAL, Marcos Alexandre Domingues e Mauro Viotto, não haviam concluído o encontro que discutia um eventual acordo para o fim do contrato de terceirização. Um dos pontos polêmicos: a SAL cobra o ressarcimento do dinheiro que teria investido no clube. Comentam que o total alcançaria entre R$ 500 mil e R$ 600 mil.

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