Sacrifícios para ver um filho jogador profissional
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sábado, 07 de março de 2009
Julio Cesar Lima<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Muito distante de um cargo de direção em um clube da elite do futebol brasileiro, Tânia do Carmo Figueiredo, 50 anos, nasceu em Nilópolis, na Baixada Fluminense, mas há 21 anos trocou o Rio de Janeiro por Brasília. Mãe de três filhos - Ana Paula, Aldair e Agenor -, logo percebeu o gosto do terceiro pelo esporte. ''Queria que ele fizesse outra coisa, estudasse em uma faculdade, por exemplo, mas ele preferiu seguir esse caminho'', disse.
Para ela, porém, o mais importante de tudo foi a educação recebida pelos filhos. Segundo Tânia, todos eram muito bem controlados também pelo pai, Agenor Caldeira, 62 anos, que incentivava mais o futebol do filho. ''Eu trabalhava fora o dia inteiro e quando não podia cuidar deles, sempre havia alguém próximo da família que os olhava'', conta a mãe do atual jogador do Paraná Clube.
A exemplo de outras mulheres, Tânia se sente feliz pelo sucesso do filho, mas reclama um pouco da distância e da saudade. ''A última vez que estive aí (Curitiba) foi em novembro. Eu nem sabia mexer em computador, mas agora aprendi para a gente se comunicar mais'', relata.
No Dia Internacional da Mulher, o volante paranista lembra que sua mãe ia sempre aos campinhos para buscá-lo e quase sempre levava algumas broncas. ''Ela ficava um pouco brava sim, pois queria que eu fizesse outra coisa. Mas graças a Deus tudo deu certo e tenho muito a agradecer a ela por tudo que faz até hoje'', afirmou.
Orgulhosa do filho, Tânia diz que o esforço feito para a criação dos filhos valeu a pena. ''Sempre que conversamos, peço a ele que sempre tenha humildade. Lembro também que a profissão de jogador tem um período muito curto e que é necessário se preparar bem para quando tiver que parar de jogar futebol'', concluiu.


