Cascavel - Uma equipe em especial chamou a atenção e literalmente conquistou a torcida durante a realização da fase classificatória da Taça Brasil de Futsal, disputada durante a última semana em Cascavel. E não foram pelos belos gols ou vitórias, mas sim pela fragilidade demonstrada dentro de quadra. O Pacaraíma, de Rondônia, levou 144 gols em seis partidas, além de ficar marcado pela maior derrota já registrada na história do futsal: 42 a 1 para o Goiás.
Apesar de ser goleado em todas as partidas, a equipe em nenhum momento perdeu o espírito esportivo e partiu para a agressão. A única preocupação dos atletas e comissão técnica era aprender os ‘‘macetes’’ do esporte na tentativa de elevar o nível técnico do futsal de seu Estado.
De acordo com o técnico Raide da Silva Rodrigues, o futsal em Rondônia é muito amador, o que dificulta em confrontos com equipes de outras regiões do país. Todos os atletas, com idade entre 16 e 20 anos, precisam trabalhar para sobreviver.
Para Arlindo, um dos atletas, os aprendizados conquistados durante a competição servirão para que no próximo ano a equipe consiga apresentar um futsal mais competitivo. Em sua opinião, os empresários e a própria Federação Rondonense de Futsal deveriam apoiar mais os clubes. ‘‘É difícil melhorar nosso rendimento tendo que trabalhar durante o dia e treinar a noite ou nos finais de semana.’’
Somente um fato entristeceu os atletas do Pacaraíma. Uma equipe de televisão divulgou que seria melhor eles estarem em Cascavel, onde tinham alimentação, do que se estivessem em suas casas passando fome. ‘‘Todos nós trabalhamos e temos família. Lá eles ficaram sabendo disso, e pediram que voltássemos. Mas decidimos ficar até o final porque temos dignidade’’, desabafou Raide Rodrigues.

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