Sacha Hain é campeão por tradição
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de outubro de 1997
Isnard Cordeiro Foz do Iguaçu 
Agência Estado
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)
Nas alturasO balão do brasileiro Sacha Hain realçou ainda mais as belezas da Costa OestePraticar esportes radicais sempre foi o forte da família Hain. Sílvia e Salvator Lico Hain faziam alpinismo e exploravam cavernas. Em 1985, Jonathan Thornton, um grande amigo de Salvator, o convidou para uma volta de balão. Nem bem haviam feito a descida e Salvator já estava picado pelo vírus do novo e radical esporte. A mãe Sílvia faz o resgate hoje em dia. Pouco tempo depois os filhos Samantha, Sacha e Sandro seguiram os passos dos pais. E hoje, Sacha Hain é medalha de ouro nos primeiros Jogos Mundiais da Natureza. É emoção demais, confessou o campeão.
Aos 10 anos Sacha deu as primeiras voltas de balão com o pai. Como pilotar só aos 18 anos, ele teve que esperar muito. É como carro, a responsabilidade para se dirigir é muito grande. O melhor mesmo foi esperar a maioridade, tirar a licença e aí sim, pilotar sem nenhum problema, disse Sacha. O feito obtido nos Jogos Mundiais não estava nos planos, tanto que a décima colocação seria bem recebida em virtude da qualidade dos outros competidores. É que já de início conseguimos a décima posição. Vimos então que a nossa meta inicial poderia ser superada. Foi assim que na segunda etapa chegamos em quarto lugar. Acreditava que outra vez a meta merecia ser revista, porque poderíamos até chegar entre os primeiros. Não vencemos nenhuma etapa, mas nenhuma outra equipe foi tão regular quanto a nossa, razão pela qual chegamos ao título e felizes por isso, comentou.
Títulos Com 22 anos, Sacha Hain tem em sua curta história no balonismo importantes títulos colecionados. Em cinco campeonatos brasileiros disputados, ele ganhou dois, em 94 e 97. Em 95 foi campeão paulista e disputou o Mundial, ficando em 40º lugar. O curioso é que até hoje a melhor colocação de um brasileiro no Mundial (39º) pertence ao seu pai. Experiência tem importância vital no balonismo. Só através dela se obtém o felling para saber a direção e velocidade a serem tomadas. Tenho tempo e um dia vou chegar lá, confia Sacha, que tem como navegadores Márcio Ansarah, 21 anos, e Carlos Nilita, 23, todos paulistas.
Para conquistar o título, a equipe brasileira somou 6.301 pontos, uma média superior a 900 pontos por etapa, o que é bastante raro na competição, segundo Salvator Hain, que funcionou como diretor geral da prova nos Jogos. O vice-campeão Angel Aguirre, da Espanha, somou 6.033, enquanto que em terceiro lugar, faturando a medalha de bronze, ficou o suíço Peter Blaser, com 5.685 pontos.


