O piloto de BMX Paulinho Saçaki retornou na terça-feira a Londrina de um giro de cinco semanas na Europa onde participou de três competições com pilotos de várias partes do mundo na Estônia, Itália e França. Além de bons resultados, Saçaki ganhou mais experiência internacional para futuros desafios.
O melhor resultado foi o segundo lugar na 3ª edição da 45 Nord, disputada em uma mini rampa montada dentro de um shopping center na cidade de Turim, noroeste da Itália. "Fiquei muito feliz com a minha colocação e também com a recepção dos italianos com o BMX", frisou Saçaki, que morou na Itália entre 2009 e 2010. "Até porque o vencedor foi o espanhol Sergio Layos, uma lenda dentro da modalidade".
Depois da Itália, a parada foi Montpellier, localizada no sul da França, que sediou a primeira etapa do 19º Festival Internacional Sports Extremes (Fise), considerado o maior evento de esportes radicais do mundo. Mais de 500 mil pessoas prestigiaram a competição que terminou no último domingo com provas de BMX, mountain bike, skate, patins e wakeboard.
Participaram 115 pilotos de BMX, entre eles, os melhores do mundo, e Saçaki terminou em 34º lugar, voltando satisfeito com a participação. "Fiz tudo que queria na minha volta, porém faltaram algumas manobras que poderia ter me posicionado entre os 24 primeiros e me levado a semifinal", frisou o piloto, apoiado pelo Londrina Esporte Clube, e único brasileiro a participar da prova.
Já na Estônia, o londrinense foi convidado a participar da 15ª Edição da Simple Session e competiu com outros 95 atletas de vários países da Europa. "O resultado não foi tão bom, já que havia muita gente nos treinos e isso atrapalhou um pouco. Como foi a primeira das três competições, a ansiedade pesou um pouco, mas valeu como experiência para as outras duas", apontou Saçaki.
Paulinho Saçaki fez um balanço extremamente positivo do giro na Europa em termos de experiência e do que é praticado por lá em termos de manobras e modelos de pistas. "Se treinasse em pistas semelhantes, certamente teria resultados melhores. As pistas que eu treino aqui são três, quatro vezes menores que as da Europa e dos Estados Unidos".
Pensando em amenizar esta diferença, Saçaki pretende trazer para Londrina uma pista particular de Apucarana e, com a ajuda dos seus patrocinadores, ampliá-la e acrescentar mais obstáculos. "Com isso é possível aumentar o grau de dificuldade da pista, que ficaria muito semelhante ao que encontramos lá fora", relatou.
Paulinho já tem agendada a participação na 4ª edição de uma competição de dirt jump BMX, um circuito de terra, em Pitanga (Centro), em dois eventos nos EUA, em setembro, e na 2ª etapa do Fise, em outubro, na China.

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