Nova Jersey - Todo mundo sabe que neste sábado a seleção principal da Argentina vai enfrentar a equipe sub-23 do Brasil (reforçada por três jogadores acima dessa idade), mas para Alejandro Sabella isso nada importa. O treinador do time bicampeão mundial deixou claro que encara o clássico como se do outro lado do gramado estivessem Ronaldo, Romário, Rivaldo ou Ronaldinho Gaúcho.
Auxiliar técnico de Daniel Passarella no Corinthians em 2005, Sabella lembrou de uma antiga história para justificar seu respeito pelos garotos brasileiros. Em 1996, ele foi aos Jogos Olímpicos de Atlanta também como auxiliar de Passarella e se lembra de que aquela equipe argentina, que saiu da Olimpíada com a medalha de prata, tinha um punhado de ótimos jogadores jovens que formaram a base da equipe que disputou a Copa do Mundo de 1998. Gente como Ortega, Claudio López e Crespo.
Para Sabella, o Brasil vive uma situação muito parecida agora. ''O time atual do Brasil tem muitos jogadores jovens de grande categoria, como a Argentina tinha em 1996'', falou o treinador. ''No futebol a história conta muito e jogar contra o Brasil sempre é complicado, trata-se de um grande clássico''.
Além dos elogios generalizados para os jogadores brasileiros, Sabella falou com admiração especial de Neymar, a resposta brasileira a Lionel Messi. Segundo o treinador argentino, é uma boa ideia torcer para que o jogador do Santos não esteja em um bom dia. ''Ele é desequilibrante, capaz de fazer coisas inesperadas'', comentou o técnico, que fez elogios também a Mano Menezes. ''O Brasil com ele tem jogado de uma maneira diferente, marcando por pressão no campo de ataque para roubar a bola, um jeito muito agressivo. Não é mais aquele 4-2-2-2 de sempre''.
Como era de se esperar, Sabella aposta muito em Messi, o capitão de sua seleção. ''Ele se tornou capitão por sua predominância no campo, mas está se tornando um líder. Ele é muito respeitado pelos companheiros''. (A.E.)

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