A queda
Se os jornais catarinenses são precisos, o presidente Lula apontou as elites paranaense e paulista como responsáveis pela queda do ex-deputado federal Severino Cavalcanti, da presidência da Câmara em 2005.

Viva as elites
Para quem não se lembra, o tal Severino era um pernambucano que chegou à presidência da Câmara entre um cochilo e um susto do PT. E caiu porque tinha um enrosco chinfrin com o dono da cantina do Congresso.
Se as elites o derrubaram, viva as elites!




O sonho
Se os jornalistas do Paraná ouvem bem e reproduzem bem também, o vice-governador Orlando Pessuti liberou geral e declarou-se candidato ao governo do Paraná em 2010.
Tem sentido.

A realidade
Nada impede o velho e bom Pessuti de sonhar. Afinal, ele conhece o Paraná como ninguém, é simpaticão, deve ser o único político da face da terra que nunca se indispôs com o governador Requião e eleição é pra isso mesmo: disputar.
Mas por que será que, no fundo, no fundo, a gente não acredita que Pessuti chegue lá?

Fora da FPF
O prefeito Beto Richa levou um tranco dos deputados federais tucanos e chamou de volta o seu secretário de Turismo, Luis de Carvalho. Ele estava doidinho para ser vice-presidente de Rafael Iatauro, chefe da Casa Civil de Roberto Requião, na chapa que concorre à Federação Paranaense de Futebol (FPF).
Os deputados tiraram o doce da boca das crianças.

Orientação mandrake
Investigação da Receita Federal e do Ministério Publico Federal de Londrina descobriu que uma indústria de estofados, da região de Arapongas, havia sido orientada por advogados a entrar no programa de refinanciamento de dívidas (Paes).

Mamata...
Até aí tudo bem, não fosse o fato de tais advogados também terem sugerido que a empresa abrisse dezenas de micro-empresas que passariam a atuar em nome da devedora. Desta forma, o empresário pagaria menos impostos e posteriormente deixaria de pagar o Paes.

...mas nem tanto!
A empresa seguiu a orientação dos causídicos e seus problemas que até então eram apenas fiscais, passarão agora a ser também criminais. A Receita Federal está reunindo elementos para comprovar a fraude.
A vida da empresa que era azul, agora vai ficar preta.

Dinheiro fácil
Há mais de um ano, quase dois, repousa no gramado entre o Rio Belém e o Palácio dos Araucárias uma estrutura de aço erguida pela Clear Channel, que fornece as paradas de ônibus da cidade.

Dúvidas
O que será feito daquilo, não se sabe. Mas os cartazes de propaganda, que rendem uns bons trocados para a multinacional, esses estão lá, religiosamente atuais. Direto ao ponto - a empresa está embolsando algum ali, e a cidade não ganhou nada em troca.
Com a palavra, o Palácio 29 de Março.

Bikes à vista
A UFPR pretende implantar um sistema de ciclovia nos campi, a começar pelo Centro Politécnico e tem tudo para seguir o exemplo adotado na Universidade Nacional de Bogotá, em que as bicicletas são adquiridas pela universidade e ficam espalhadas pelo campus, com uso internamente livre e sem mecanismos como cartões ou pontos de empréstimo e devolução.

Bem de todos
A idéia é que a comunidade cuida bem dos equipamentos de que ela necessita. O Centro Politécnico da Federal tem uma população estimada em torno de 20 mil pessoas - professores, alunos e funcionários.
Se der certo, será a prova definitiva que, apesar dos políticos brasileiros, a civilização, enfim, instalou-se.

De Blumenau
Menos de 12 horas depois de ter recebido o fígado de um rapaz de Florianópolis, de 18 anos, o jornalista Pedro Franco recebeu a visita da nossa filha, Mariana, na UTI, e pediu desculpas pela sonolência.

Situação boa
Ora, diante de uma situação tão boa, já se podia reclamar da ausência do cafezinho durante a visita na UTI e sair para comprar um chapeuzinho para proteger a pele do sol inclemente nesta terra de alemães.

Obrigada
Quando se encontra no bico do urubu, como numa situação destas aqui, é bom demais saber que amigos e inimigos, leitores e não leitores, Requiões, Dias, Richas, deputados & cia, os que instigam e os que querem ver a gente escrevendo na Conchichina, em mandarim de preferência, dão uma pausa e se solidarizam.
Nestas horas, somos todos iguais: precisamos de colo. Obrigada, minha gente!

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