RUTH BOLOGNESE
Na luta
Sobre a questão da exploração do campo Tupi (é com ''i'' que se escreve, não com ''y'' porque índio não escrevia com y, aliás, índio nem escreve, é do português mesmo), informa a atenta assessoria do deputado Gustavo Fruet, PSDB: ele está preparando um pedido de informação, dirigido à Petrobras, sobre os projetos relacionados à infra-estrutura de exploração e distribuição do campo de Tupi.
De perto
É um assunto que Fruet acompanha de perto desde o início, porque tem relação com um dos projetos mais importantes do seu mandato: o que estabelece novos critérios (mais isonômicos) para delimitação do mar territorial - e, em consequência, para o pagamento de royalties sobre a produção de petróleo e gás em poços marinhos.
Conflitos
Com essas novas descobertas, mudar os critérios fica ainda mais importante, porque o potencial de conflito entre estados e municípios cresce na mesma medida do aumento da produção.
No fim de dezembro, o projeto ganhou uma ''forcinha'': em audiência pública na Câmara, o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, admitiu a necessidade de mudar a legislação.
Sempre atento
Mas vá ser deputado bom assim lá no Cachaprego, hein Guga? Se parasse de embromar a Márcia e casasse logo ainda tinha tempo de virar ''governadô'' do Paraná.
O apartamento do casal está pronto e mobiliado há séculos em Brasília e o deputado continua assobiando, como quem não quer nada...
Pedido impróprio
Deu em ''O Globo'': a viúva do ex-senador, ex-constituinte e ex-governador tucano Mario Covas, dona Lila Covas, entrou com pedido de indenização, na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, requerendo reparação no valor de R$ 4,7 milhões.
Ela alega que o marido sofreu danos morais e materiais ao ser perseguido durante a ditadura militar.
Oportunismo
Salvo casos de tortura, morte ou invalidez, estes pedidos de indenização por ex-militantes da esquerda brasileira é de um oportunismo sem par. Que danos morais?
O Mário Covas se projetou na vida, virou senador, governador de São Paulo, e por pouco não chega à presidência justamente pelo nome que fortaleceu como adversário dos militares e agora a viúva pede uma grana sem tamanho da União?
Cony
Outro que não teve nem vergonha de pedir indenização do governo foi o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, que hoje distribui regras do politicamente correto na ''Folha de S.Paulo''.
Pois o sujeito se notabilizou, firmou o nome na imprensa, obteve apoio e bons salários também por causa de suas convicções políticas e hoje recebe uma pensão de quase R$ 20 mil por conta de ''danos morais'' na época da ditadura.
Opção pessoal
Nem Mário Covas, nem Heitor Cony e muitos outros menos votados, a bem da verdade, foram forçados a optar pela esquerda ou pela direita. Já eram bem grandinhos quando se tornaram comunistas e afins. Ora, se sofreram ou se choraram, quéco o governo tem a ver com isso.
É mais que trairagem. É malandragem. São todos uns chupins do tesouro nacional, isso sim.
Socialista, quem?
Bem faz o presidente Lula, que esqueceu as antigas crenças e reverteu todas as expectativas ideológicas. Segundo o tradicionalíssimo jornal inglês ''The Guardian'' em reportagem sobre a economia brasileira, ''o presidente do Brasil, longe de ser um herói socialista, continuou as políticas ortodoxas do governo de (Fernando Henrique) Cardoso, desapontando os radicais do PT e agradando os investidores''.
Pedra no sapato
Escreve o leitor atento que os vereadores e a Prefeitura de Curitiba estão se engalfinhando para mudar a Lei Orgânica dos Municípios em caso de pedido de licença do prefeito. O motivo mais palpável, digamos assim.
Dos 38 vereadores, 37 são candidatos e não podem assumir. O único que não vai às urnas é o lider do PT, André Passos.
Petista já
Petista na prefeitura em pleno ano de reeleição? Nem morto e esturricado, diria Beto Richa. Daí a mudança da Lei Orgânica para colocar no cargo o procurador geral do Município, gente de confiança.





