Russa e tcheca são a grande promessa do time
Marcos BorgesExpectativaElena (E) e Eva: melhor produção virá com a sequência de jogosAlém de Paula & Karina, outra dupla que promete no time do BCN/Osasco é a das estrangeiras. Elena Tornikidu - uma russa de 33 anos e muita experiência à disposição da treinadora - e Eva Antonikova, uma tcheca de 23 anos com talento de quem já jogou mais basquete na vida. As duas formam a dupla internacional do time, agora que Karina é brasileira, devidamente naturalizada. Acho que eu e a Eva podemos dar muito para o time. No ano passado tive uma boa temporada e espero repetir tudo esse ano, diz Elena, que já foi até campeã olímpica, defendendo a seleção da Rússia, em Barcelona, na Espanha. Aliás, foi exatamente pelo bom basquete demonstrado naquela Olimpíada que Elena foi parar no basquete espanhol, onde atuou por cinco anos, dos quais três no Aucalsa, um no Bex e outro no Ensino.
Um metro e noventa e dois centímetros de altura, a loira Eva Antonikova espera ter o mesmo sucesso no basquete brasileiro que teve em Karlory Vary, sua terra natal. Ela já defendeu a Seleção Tcheca, em 93, participando do Campeonato Europeu. Não disputei nenhum Mundial ou Olimpíada, mas estive em vários torneios internacionais pelo meu País, especialmente no circuito da Europa. Ela começou a jogar basquete aos 13 anos e acha muito diferente o basquete praticado aqui. Aqui se joga com mais velocidade e força que na Europa. Não que o basquete europeu seja lento. A diferença está na forma tática de se jogar. Mas creio que vou conseguir uma boa adaptação e jogar tudo o que sei e ajudar o BCN a ganhar muitos títulos, conta Eva, que confia muito numa melhor produção da dupla com a sequência de jogos.
Natural de Usbekistan, Elena começou na sua pequena cidade para em seguida ir jogar no famoso CSKA, de Moscou. Foi lá que Elena se destacou, chegando à seleção. Sua vinda para o Brasil agradou: Estava na Espanha e apareceu o convite para atuar aqui. Achei boa a idéia e aceitei. Fui bem no ano passado e posso jogar mais ainda. Acho que tanto eu como a Eva seremos de muita utilidade para a treinadora. As duas estão sempre juntas. Elena justifica: A Eva chegou há um mês e, como ainda não fala muito, nós conversamos em russo e isso é bom, até para praticar um pouco mais nosso idioma.





