O paulista Eric Granado, de apenas 13 anos, é a promessa para o futuro da motovelocidade. Atualmente, ele lidera o Cuna de Campeones Bancaja, principal campeonato monomarcas da Europa, na Espanha, com 82 pontos, seguido pelo espanhol Ignácio Roman, com 46. Campeão da competição no ano passado e único brasileiro a alcançar o feito, Granado esteve treinando na pista do Autódromo de Londrina, no último final de semana.

''Gosto de treinar aqui porque a pista tem diversos tipos de curvas. Tem subidas e descidas, existem curvas mais fechadas e longas. Aqui lembra alguns traçados que corro na Espanha e por isso é muito importante'', justificou entre um treino e outro, onde obteve tempos que variavam entre 1min25 e 1min29 e alcançou na reta a velocidade de 200 km/h.

Granado também corre pelo Campeonato Mediterrâneo de Motovelocidade, do qual é vice-líder, quatro pontos atrás do companheiro de equipe Jorge Navarro. Inclusive, o próximo desafio será por este torneio, no próximo dia 20 de setembro, no circuito de Albacete, pela quinta rodada e penúltima prova do ano.

Início

Quando tinha cinco anos de idade, Granado ingressou nas pistas sobre duas rodas no Campeonato NovaSchin, em 2003. Ele pilotou sua 50cc até os oito anos, quando passou a correr pelo Campeonato Brasileiro, em 2005, pela categoria CG. Durante 2006, o período foi de transição para o Campeonato Espanhol, se transferindo no ano seguinte em definitivo para a Europa, quando foi campeão.

''Assim como o Brasil é o país do futebol e a Inglaterra do automobilismo, a Espanha é o país da motovelocidade'', definiu. Granado afirma que a quantidade de campeonatos aumenta o nível das disputas no exterior. Conforme aponta, existe um Campeonato Brasileiro e alguns torneios regionais, como o Paranaense e o Paulista, fato que dificulta a ascensão no automobilismo em terras tupiniquins.

O jovem possui duas motos. Uma Honda Pré-GP 125, ano 1998, fica na Espanha, utilizada nas provas do Campeonato Espanhol e do Mediterrâneo. Quando está no Brasil, costuma treinar com uma Honda GP-125. ''Elas correm de maneira parecida. A que tenho no Brasil possui mais potência nos finais de reta e a que fica na Espanha mais saída de curvas'', esclarece.

Dentre os nomes que a motovelocidade reserva para o futuro, ele cita dois que podem surpreender: o espanhol Jorge Navarro e inglês Alex Sims. Lucas Barros (filho de Alexandre Barros) e Antônio Chiari também representam o Brasil no motovelocidade na Europa, mas com menos expressividade. ''Acho o Jorge e o Alex muito rápidos, mas não sei como estarão os outro pilotos no futuro'', analisa.

Para o futuro da carreira, Eric Granado sonha em ser campeão no Mundial de Motovelocidade. Antes, deverá correr pelas categorias 125 GP, 250 GP e para depois chegar na Moto GP. Dentre seus ídolos, enfatiza a influência de Valentino Rossi e Jorge Lourenço, pilotos que considera ''muito rápidos''. ''Motovelocidade para mim tem de tudo. Tem velocidade, curvas e esforço físico, coisas que gosto muito de fazer''.

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