RUMO À SÉRIE B Tubarão busca gols no Distrito Federal
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sábado, 10 de setembro de 2005
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O Londrina começa a definir hoje o seu futuro na Série C do Campeonato Brasileiro. O time enfrenta o Paranoá, às 15h30, no Estádio JK, em Paranoá, cidade satélite de Brasília, no primeiro jogo do mata-mata da segunda fase da competição. E o técnico Roberto Fonseca já falou o que quer dos seus comandados: gols.
Na segunda, terceira e quarta fases da Série C, os gols marcados fora de casa valem dobrado para questões de desempate, no mesmo sistema que a Copa do Brasil e a Libertadores da América utilizam. Por isso, balançar as redes adversárias o máximo possível pode dar tranquilidade para o jogo de volta, dia 18, no VGD. ''Fazer gols lá (em Paranoá) é muito importante. Eles podem decidir a classificação'', ressaltou o técnico Roberto Fonseca.
O discurso do treinador já contagiou os jogadores, que admitem que um empate com gols não seria mal negócio. ''Nestas fases, é muito bom fazer gols no campo do adversário. Um empate com gols é bom pra gente'', disse o atacante Fabinho, o principal responsável pela tarefa de balançar as redes do rival. O discurso foi endossado por quem tem a função de evitar os gols. ''Os gols fora dão uma grande vantagem e por isso temos que buscá-los'', cobrou o goleiro Ferronato.
E o retrospecto do time até agora na competição é animador. O Tubarão só não marcou gols em uma partida no seis jogos da primeira fase, na derrota para o Cianorte por 1 a 0, fora de casa.
E para buscar esses gols, todos os artifícios foram utilizados durante a semana pelo treinador. Ele escondeu as armas. Testou várias formações, fez treino secreto, tudo para despistar os jornalistas e espiões rivais.
Uma dessas armas secretas serão as jogadas de bola parada. As cobranças de falta, principalmente, foram treinadas exaustivamente. ''Cerca de 60% dos nossos gols saíram assim'', lembrou Fonseca. E ele tem razão: dos 11 gols marcados pelo time na primeira fase, sete saíram após cobranças de faltas, pênaltis ou escanteios.
A principal preocupação do técnico e dos jogadores é com o gramado do acanhado Estádio JK. ''Dizem que é terrível'', comentou Fonseca. ''Um amigo me disse que o campo é ruim demais e que eles não deixam jogar'', completou Fabinho. ''O Paranoá já está acostumado com o gramado e pode tirar proveito disso'', alertou Ferronato.
Time Fonseca fez muito mistério quanto ao time que colocará em campo para o jogo de hoje, mas não deve fugir do convencional, com o esquema 3-5-2 e mais dois volantes.
Desta forma, Bruno, que volta após cumprir suspensão, deverá amargar o banco de reservas e a dupla de ataque será formada por Fabinho e Renatinho. Fonseca chegou a testar o trio atuando junto, com Bruno no lugar do volante Goiano, mas não deve utilizar a opção desde o início.
O lateral-direito Carlão é presença certa. Ele cumpriu suspensão no empate em 1 a 1 com o Operário e volta ao time no lugar de Murilo. O restante da equipe é a mesma que vinha jogando.
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EM PARANOÁ
Paranoá
Junior; Wellington Cássio, Célio (Flávio), Natan (Alex) e Cacá; Agenor, Ricardinho, Nilmar e Marcelo Paraíba (Ivan); Léo Guerreiro e Andrezinho. Técnico: Evilásio de Almeida
Londrina
Ferronato; Cesco, Alex e Rocha; Carlão, Goiano, Fábio, Tales e Micael; Renatinho e Fabinho. Técnico: Roberto Fonseca
Árbitro: Ramon Rodrigues (GO)
Estádio: JK
Horário: 15h30


