Rugby vai à escola em busca de novos praticantes
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sábado, 09 de maio de 2009
Julio Cesar Lima<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Em um país cuja preferência nacional é o futebol, um grupo de atletas de rugby iniciou na última semana nas escolas de Curitiba, uma série de clínicas nas escolas municipais para gerar conhecimento e o gosto pelo esporte entre as crianças. O projeto ''Vivendo o Rugby'', tenta ganhar esse espaço como primeiro passo antes de formar novas bases no esporte.
O grupo defende o Curitiba Rugby, equipe local que disputa a Liga Sul-Brasileira, e tenta, com isso, ganhar mais adeptos. Mesmo sem tradição no país, o grupo acredita ser possível ampliar o quadro de jogadores.
Segundo o fisioterapeuta Gabriel Cristino da Silva, o fato de ser diferente, dinâmico, atrai um público mais jovem. ''O esporte em si, como ele é diferente, de contato, está chamando a atenção do pessoal mais novo, onde todos podem jogar, tanto os magros como os mais gordos, pois há espaço no campo, então ele está com uma grande aceitação, tanto nas escolas como nos clubes''.
Outro ingrediente considerado importante nesse processo de popularização do esporte tem sido a exposição na mídia, principalmente nas televisões. Atualmente, alguns canais de tevê paga transmitem jogos dos campeonatos europeu, mundial e amistosos. ''Isso aproxima mais as pessoas do esporte e também ajuda na captação de patrocínios''
O principal objetivo do projeto é atrair crianças de quinta a oitava séries, principalmente das escolas próximas do Tarumã (local onde fica a sede do clube), em uma parceria com a Prefeitura, que auxilia com o transporte.
''Por ora estamos com quatro escolas e a ideia é fazer de segunda a sexta-feira, no período do contraturno. Por enquanto teremos apenas a categoria masculina e se tiver mais aceitação entre as meninas, teremos também um grupo feminino'', disse Silva.
A quantidade de alunos, porém, pode ajudar na montagem dos times, mas não será determinante para o sucesso do projeto. ''Quanto mais criança tiver, melhor. Teremos uma grande quantidade de crianças no início, então elas verão como funciona e depois vamos avaliar, saber se gostam de correr, de ter contato, derrubar pessoas. O ideal seriam 60 pessoas divididas de segunda a sexta com 20 a 30 alunos'', afirmou o atleta.
Na opinião do advogado Anderson Brandão da Silva, a divulgação do esporte e o conhecimento gradual também ajudam a reduzir algumas barreiras em relação ao jogo.''O rugby tem muitas regras. A pessoa tem essa proteção devido a essas regras, ela não pode ser pega pelo pescoço, sem bola. Ainda assim, os pais se preocupam, mas é em qualquer esporte. O esporte exige muita técnica e isso pode ser evitado'', concluiu.


