Rubinho: 'Tive chance de ganhar'
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domingo, 07 de março de 1999
Agência Folha 
Hoje, sem dúvida nenhuma, tive minha primeira chance de ganhar uma corrida. A frase é do brasileiro Rubens Barrichello, que acabou o GP da Austrália em quinto lugar, ontem. Quarto colocado no grid, ele assumiria a ponta com as falhas de Coulthard, Hakkinen e Schumacher, que estavam à sua frente. Isso se ele mesmo não tivesse enfrentado três problemas cruciais. Não pude desfrutar do quarto lugar. Na largada, meu carro pegou fogo. No meu primeiro pit, entraram só 10 litros de gasolina e precisei parar de novo, disse o brasileiro.
Ele acrescenta: Depois, ultrapassei Schumacher em uma bandeira amarela e fui punido com um stop and go de 10 segundos. Foi puro azar, porque todo mundo reduziu a velocidade e eu tive que passar o Schumacher para não bater na sua traseira, disse ele. Foi uma pena terminar em quinto.
Barrichello disse que o desempenho da Stewart em Melbourne não foi casual. Nos treinos livres de sexta-feira, ele marcou o terceiro tempo, atrás apenas dos McLaren. Na sessão classificatória, ficou a apenas 0s367 do tempo de Schumacher. O carro é mesmo bom. Ainda vamos treinar bastante e é cedo para dizer se vou largar em quarto no Brasil. Mas, com toda a certeza, vamos conseguir bons resultados nesta temporada.
Responsável pela evolução do novo carro da Stewart, o projetista Gary Anderson rotulou de dramática a corrida de Barrichello. Ele correu o GP da sua vida com o carro reserva, afirmou.
Os outros dois pilotos brasileiros tiveram bons momentos na prova, mas acabaram abandonando. Pedro Paulo Diniz, da Sauber, chegou a ser o quarto colocado. O estreante Ricardo Zonta, da BAR, foi, por três voltas, o quinto.
O motivo do abandono foi o mesmo para os dois: quebra na caixa de câmbio. Meu carro estava bom, mas, de uma hora para a outra, comecei a perder as marchas mais baixas. Fiquei só com a quinta, a sexta e a sétima marchas. Depois, tudo quebrou, afirmou Diniz.
Durante uma volta do GP da Austrália, a 27ª, os três pilotos brasileiros protagonizaram uma cena que há muito o torcedor brasileiro não via: eles se mantiveram juntos na zona de pontuação (entre os seis primeiros colocados) - Diniz em quarto, Barrichello em quinto e Zonta em sexto.


