Rubinho tem apoio total das crianças
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sábado, 23 de outubro de 2004
Das Agências 
São Paulo - Rubens Barrichello tem razão. Há realmente uma troca de energias positivas entre o piloto e a torcida para este Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, que tem largada hoje às 14 horas, em São Paulo. Mas o que talvez o brasileiro não desconfie é de onde vem a maior parte desta força: das crianças. Basta conversar com qualquer pequeno torcedor que circule pelo Autódromo de Interlagos para saber o quanto ele é querido independentemente do fato do alemão Michael Schumacher ganhar a maioria das corridas e ser heptacampeão mundial.
Stephanie Cardoso, 6 anos, foi a Interlagos pela primeira vez na sexta-feira. ''Gosto da Ferrari e do Rubinho'', diz a menina, entusiasmada com a primeira experiência na Fórmula 1. Nos boxes, perto das máquinas, descobre muitas coisas novas. Assustada, ela tapa os ouvidos com o ronco dos motores que se preparavam para o treino. ''Não sabia que os carros faziam tanto barulho'', observa. Stephanie afirma estar confiante em vitória brasileira. ''Acho que ele (Rubinho), vai ganhar.''
Tiago Frigerio, 7, vem vestido à carater de macacão vermelho para sua primeira experiência na Fórmula 1. A princípio a timidez atrapalha, mas depois fala sobre o que mais gostou de tudo o que vivenciou durante o dia: ''De ver o Rubinho correr.'' O menino está começando a pilotar. ''Do que mais gosto quando estou no kart? De ganhar'', dispara na maior sinceridade. Tiago afirma que torce por vitória do brasileiro, porém, quando crescer ''quer ser igual ao Pelé''.
Entre os adultos, é grande a esperança por uma vitória de Rubinho e a simpatia do piloto conquista até quem, a princípio não torceria por um brasileiro. ''Meu desejo é de que ele ganhe porque ele está mostrando muita vontade'', torce o jornalista argentino Walter Caseros, do La Nacion.
Williams Na pista, Barrichello tentará sua primeira vitória no Brasil, Schumacher buscará confirmar o favoritismo e outros tantos pilotos lutarão desbancar a Ferrari. Bem perto, nos paddocks, uma corrida paralela e igualmente cansativa: a briga dos empresários pela última vaga de peso para a temporada de 2005 da Fórmula 1 a da Williams, livre com a saída de Ralf Schumacher para a Toyota e com a permanência de Jenson Button na BAR.
A luta dos agentes para encaixar seus pilotos num bom emprego é exaustiva. Uma série deles circula por Interlagos, puxa um dono de equipe para conversar, fala com um dirigente.... A feira livre, ou o balcão de negócios, ficou bem mais interessante para os envolvidos na Fórmula 1 do que o próprio GP do Brasil. Afinal, o campeão já se conhece há bom tempo.
Aliás, o que não falta nos boxes é boato. Quem vai pegar o último lugar na Williams? Comenta-se bastante que o agente do escocês David Coulthard, da McLaren, o belga Didier Cotton, está fazendo de tudo para colocar o cliente no time de Frank Williams. Mas brigam também pela vaga o brasileiro Antonio Pizzonia e o alemão Nick Heidfeld.


