Rubinho só vencerá na Ferrari quando Schumacher parar, diz Salo
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terça-feira, 21 de março de 2000
Por Paulo Guilherme 
São Paulo, 22 (AE) - Rubens Barrichello só vai conseguir vencer na Ferrari quando Michael Schumacher se aposentar. A opinião é do piloto finlandês Mika Salo, que no ano passado correu pela escuderia italiana no lugar de Schumacher enquanto o alemão se recuperava do acidente sofrido no Grande Prêmio da Inglaterra. Na convivência dentro da Ferrari, Salo sentiu a importância que Schumacher tem para a equipe. "Ele é o número 1
está há quatro anos na escuderia e os italianos esperam que ele seja campeão", afirma o finlandês.
Assim como Rubinho, o grande sonho de Salo era pilotar uma Ferrari.
A glória durou apenas seis corridas em 1999. O piloto tentou aproveitar a chance dada de substituir Schumacher, e consguiu um segundo e um terceiro lugares. Não foi suficiente. Uma semana antes de devolver o posto para o alemão, a Ferrari anunciou a contratação de Barrichello.
"O Rubens assinou o contrato antes de mim, mas eu espero um dia voltar para a Ferrari, onde a paixão da torcida e o ambiente na equipe são impressionantes", comenta Salo, de 33 anos. O finlandês diz que se tivesse de escolher entre McLaren ou Ferrari, ficaria com a segunda opção. Salo, no entanto, acaba rotulado como um piloto-tampão, para cobrir buraco em equipes que buscam alguém com superlicença mas sem maiores aspirações.
Ele já correu na Lotus, Tyrrell, Arrows, BAR e Ferrari. Este ano, foi contratado pela Sauber para ser companheiro de Pedro Paulo Diniz. Salo terminou em sexto lugar no Grande Prêmio da Austrália mas foi desclassificado por irregularidades no aerofólio dianteiro. Melhor para o brasileiro Ricardo Zonta, que terminou a corrida atrás dele mas acabou sendo beneficiado com o ponto conquistado.
"Em Interlagos vou correr dentro da lei", garante. O piloto vai amanhã conhecer a pista que foi reformada, mas vê com desconfianças as condições do asfalto. Lembra que em 1995 a pista estava cheia de ondulações, e no ano seguinte, após um recapeamento, ficou ainda pior.
Salo conta que o bicampeonato mundial de Mika Hakkinen não foi suficiente para impulsionar o automobilismo no país de ambos, a Finlândia, que já produziu outro campeão do mundo, Keke Rosberg, em 1982. "Ainda é difícil arrumar patrocinadores no meu país", destaca.
"Além disso, na Fórmula 1 não importa de onde você veio, mas o que você faz nas pistas."


