Rubinho revela bastidores da convincente estréia na Ferrari
FÓRMULA 1 Rubinho revela bastidores da convincente estréia na Ferrari Em passagem pela Argentina, piloto conta que, no pódio, esqueceu de tirar a bandeira brasileira do bolso France PresseEM FAMÍLIABarrichello beija a esposa Silvana Giaffone em Melbourne: encontros publicitários esperam o piloto no Brasil Agência Estado De Buenos Aires, Argentina Feliz pela estréia promissora na Ferrari e as perspectivas de vencer o GP do Brasil, dia 26, em Interlagos, Rubens Barrichello passou ontem rapidamente pelo Aeroporto de Ezeiza, na capital argentina, numa escala do vôo entre a Austrália e o Brasil. Durante a longa viagem, contou pequenas histórias do fim de semana em Melbourne, onde chegou em segundo lugar na abertura do Mundial de Fórmula 1, prova vencida pelo alemão Michael Schumacher. Eu estava repassando as lições tão a limpo no pódio, julgando se havia ido bem na prova, que até esqueci de tirar a bandeira do Brasil que tinha no bolso, contou ele. Mais tarde pensou bem e se lembrou que foi até bom. Eles não gostam, dizem que esconde os patrocinadores. O piloto comentou ter se preparado tanto para trabalhar num time de ponta que correr na Ferrari, a não ser pela ansiedade inicial, representou um desafio menor do esperado. Engraçado, não tive a sensação de estréia, diz. Estou encarando este momento de forma natural porque tinha convicção de que ele viria. A convincente segunda colocação na Austrália, tendo estabelecido a melhor volta da prova, valorizou ainda mais a etapa brasileira do Mundial. Talvez eu não esteja medindo bem o que vem por aí, mas disputar o GP do Brasil com um carro que me dá chance de brigar pela vitória é muito mais fácil. As pressões quando corria pela Jordan e até na Stewart, equipes que não lhe davam condições de vencer, eram muito maiores. Antes da largada, houve um momento de aproximação maior entre o piloto e o diretor esportivo da Ferrari, Jean Todt. Estávamos ao lado do carro e lhe disse que havia feito a opção certa ao assinar com a Ferrari. Na hora o dirigente respondeu: Eu não tenho a menor dúvida de que nós também, em contratá-lo. Ainda, enquanto abraçava Schumacher pela vitória, Todt repassou o telefone celular para Rubinho. Eu estava subindo a escada para o pódio e era o presidente (Luca di Montezemolo), ele estava emocionado, gritando bravo, bravo, e depois falei ainda com o senhor Giovanni Agnelli (presidente de honra da Fiat), que comemorava 79 anos. Seu programa em São Paulo nos próximos dias prevê encontros publicitários, se possível descansar e uma visita ao autódromo de Interlagos. Estou bastante curioso por saber como ficou o novo asfalto da pista; espero que de fato tenham resolvido os problemas de ondulação. Rubinho estará em Interlagos a trabalho da Ferrari a partir do dia 22. As obras no autódromo de Interlagos, que deveriam ficar prontas amanhã, só serão finalizadas no sábado, oito dias antes do GP Brasil de Fórmula 1. O prazo estipulado inicialmente pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) era para o término dos trabalhos pelo menos dez dias antes da prova. Já a promessa do prefeito Celso Pitta (PTN) era concluir as obras de melhoria em Interlagos no dia 12.





