O piloto brasileiro Rubens Barrichello, da Ferrari, que já havia reclamado da paralisação das obras no autódromo de Interlagos na semana passada, estendeu ontem as críticas à infra-estrutura da pista e ao pessoal ligado à organização do GP Brasil de F-1, no dia 1º de abril.
‘‘Noventa por cento dos pilotos vêm para cá forçados. A imagem que fazem daqui é ruim: asfalto ruim, placa que cai e por último essa história da paralisação das obras. É preciso mais paixão por conta das pessoas que trabalham com a gente’’, declarou ontem em São Paulo.
Na semana passada, a empresa Vértice Engenharia ganhou liminar interrompendo algumas obras em Interlagos, colocando em risco a realização do GP Brasil. A liminar foi posteriormente cassada pela Prefeitura de São Paulo.
Segundo o piloto, a ocorrência desse tipo de problema pode ser interpretada como pouco caso. ‘‘Não é possível que, com uma semana para a realização do GP Brasil, surja uma situação como essa da liminar. Isso é muito ruim. Com quatro brasileiros disputando o Mundial, com um deles em uma equipe de ponta, deveriam ter mais atenção com o GP Brasil’’, argumentou o brasileiro.
O piloto criticou ainda problemas sociais que contribuiriam para prejudicar ainda mais a imagem do Brasil entre os pilotos estrangeiros. Ele não quis comentar a crise interna na Ferrari, após o GP da Malásia. Na ocasião, Barrichello criticou publicamente seu companheiro de equipe, Michael Schumacher, que o ultrapassou na pista. Segundo o brasileiro, a Ferrari havia pedido para o alemão não executar a manobra.

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