Rubinho quebra e Hakkinen vence em Indianápolis
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de setembro de 2001
Agência Estado<br> De Indianápolis, EUA 
Das 20 vitórias que conquistou na Fórmula 1, a de ontem no GP dos Estados Unidos, ao lado da de Silverstone, na Inglaterra, este ano, e de Mônaco, em 1998, foram as mais importantes da carreira que se encerrará dia 14, no Japão. Mika Hakkinen, da McLaren, finlandês de 33 anos, completados sexta-feira, estava eufórico, diante de 175 mil torcedores.
''Quem não deseja ganhar em Indianápolis?'' E prometeu para Suzuka: ''Teremos componentes novos no carro, a equipe quer voltar a vencer depois de um ano ruim e darei o máximo de novo, hasta la vista!'' Rubens Barrichello, da Ferrari, disputou outra grande corrida, mas abandonou, com o motor estourado, a menos de duas voltas do fim. Michael Schumacher, seu companheiro, acabou em segundo e David Coulthard, McLaren, terceiro.
Poucos pilotos desejavam tanto a vitória, deste domingo, quanto Hakkinen. ''Não só por este ser meu penúltimo GP, mas por tudo o que me aconteceu no fim de semana'', disse. ''Na sexta-feira os mecânicos trocaram o motor da minha McLaren em 35 minutos e hoje (ontem) refizeram meu carro depois que eu bati no treino da manhã.'' Ele demonstrou irritação com a punição imposta pelos comissários, por ter entrado na pista, no warm-up, de manhã, com a luz vermelha ainda na saída de box.
''Queria dizer alguma coisa a eles quando estava no pódio'', falou. ''Eles tinham de usar o bom senso, compreender que não vi o farol.'' Hakkinen caiu de segundo para quarto no grid, como punição. ''Devo dizer que foi muito interessante ver o motor da Ferrari de Rubens explodir'', afirmou Hakkinen. O brasileiro diminuía a cada volta a diferença que o separava do finlandês e iria lutar pela vitória, mas na 71 ª volta, de um total de 73, parou a Ferrari que soltava fumaça por todo o lado.
''Não sei se conseguiria manter-me em primeiro'', comentou Hakkinen. Competir relaxado é a melhor coisa do mundo, segundo sua própria descrição. ''Depois do anúncio em Monza, de que vou parar um ano, pude me concentrar apenas no meu trabalho e nem mesmo selecionar mais minhas palavras.''
O campeão da temporada lamentou a parada de Rubinho: ''O deixei passar no início porque pararia duas vezes (Michael, como a maioria, fez apenas um pit stop) e preferiria que o problema com o motor, o nosso primeiro no ano, ocorresse comigo e não com ele.


