Budapeste, 15 (AE) - Terminar o GP da Hungria na quinta colocação, depois de não marcar pontos nas três últimas etapas do campeonato, até que não foi um resultado ruim, segundo Rubens Barrichello, da Stewart. "Estava meio mal acostumado, como na França, em que liderei boa parte da corrida, mas não deixa de ser importante estar entre os seis primeiros." Ricardo Zonta conseguiu completar a prova, seu objetivo inicial. Ele foi o 13.º, enquanto Pedro Paulo Diniz, da Sauber, abandonou na 19.a volta.
A estratégia de Barrichello e da Stewart era ousada: um pit stop só, enquanto quase todos os outros pilotos escolheram duas paradas. "Nós erramos ao não escolher os pneus macios (a Stewart correu com os duros), eles teriam sido mais eficientes"
avaliou. Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, que se classificou em quarto, optou pelos pneus macios. "Nós achamos que eles não suportariam, mas vimos que os pilotos da Jordan e da Benetton fizeram dois pit stops, sem problemas." A quarta colocação lhe escapou por pouco.
Não fosse a Jordan ter antecipado o pit stop de Frentzen (da estimada 56.a volta para a 50.a), Barrichello acredita que conseguiria cruzar a saída dos boxes na sua frente. "Eu o vi saindo, bem próximo, quase conseguimos."
Com os dois pontos de hoje, Barrichello soma 12 no campeonato, o que lhe dá o oitavo lugar. A próxima etapa do Mundial, dia 29 em Spa, na Bélgica, está sendo aguardada com ansiedade pelo piloto da Stewart. "Pelo que conheço do carro e da pista, acho que podemos nos dar muito bem lá." Nenhuma novidade quanto ao seu futuro deve ocorrer esta semana, de acordo com Barrichello.
Na França Zonta já havia completado a prova e hoje repetiu a orientação da sua equipe, a novata BAR. "Daria para acabar melhor, já que no meu primeiro pit stop não entrou gasolina no tanque." Ele fez sua parada na 29.a volta e na 33.a precisou voltar aos boxes.
Permanecer na pista ensinou seus engenheiros que a temperatura da água do motor tende a subir no terço final da corrida. "Era uma situação nova, porque na França choveu." Por conta do problema ele foi obrigado a trocar as marchas mais cedo, o que lhe custava cerca de um segundo por volta. Quanto ao GP da Bélgica, Zonta não esconde sua apreensão: "Na Fórmula 3000 treinei com chuva, nunca me familiarizei de verdade com o traçado, não será fácil para mim."
Apesar de largar em 12.o, Pedro Paulo Diniz passou na primeira volta em nono, na frente de seu companheiro, Jean Alesi. Até a 19.a passagem seu ritmo era forte, mantendo-se bem na nona colocação. Mas depois errou. "Meu carro saía muito de traseira e para complicar não gostei nada quando recebi ordem da equipe para deixar o Alesi me passar."
A argumentação de Peter Sauber foi de que o francês poderia ser mais rápido. Diniz tinha os pneus macios. "Fiquei tão irritado que perdi a concentração e deixei a traseira escapar", explicou Diniz. Esta semana pode ser decisiva para a definição de seu futuro na Benetton. Os três pilotos brasileiros treinam a partir de quarta-feira em Silverstone, na Inglaterra, visando a veloz prova de Spa.

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