Monza, 12 (AE) - Abatido com o acidente fatal, sábado, na Fórmula Indy, Rubens Barrichello dedicou o valente quarto lugar de hoje, em Monza, ao piloto uruguaio Gonçalo Rodriguez, morto em Laguna Seca. "Sua morte me machucou demais", afirmou logo depois de deixar o carro da Stewart. "Ele era um lutador, como eu, é difícil para mim falar, aceitar, um moleque de 27 anos." Os dois se conheceram ainda em 1987, na disputa do Campeonato Sul-americano de kart.
Quanto ao GP da Itália, Rubinho comentou que hoje foi mesmo um dia especial para ele. "Como eu queria aquele pódio, na casa que será minha ano que vem!", confessou. "Tentei de todas as formas, mas o tanque do nosso carro é pequeno, o que nos obriga a parar antes de todo mundo." Em Monza, essa necessidade imposta pela pequena autonomia da Stewart o prejudicou. "Se eu pudesse continuar na corrida e parar mais tarde, como os outros, seria o terceiro colocado."
Rubinho fez ultrapassagens espetaculares. Largando da sétima colocação, ganhou a sexta posição de David Coulthard na freada da primeira chicane (décima volta). Depois, ultrapassou Mika Salo, da Ferrari, na freada da Roggia (19.a volta), para ser quinto, e Alessandro Zanardi, da Williams, na reta seguinte à curva Ascari (26.a volta), chegando à quarta colocação. Quando fez seu pit stop (volta 29) era o quarto. Na passagem seguinte, com o erro e abandono de Mika Hakkinen, e mais tarde a parada de seus adversários, deveria ser terceiro.
Ocorre que Mika Salo conseguiu sair na sua frente depois do pit stop com a Ferrari (volta 36), relançando o brasileiro ao quarto posto. Nas voltas finais, Coulthard ainda tentaria recuperar a posição perdida, andando com sua McLaren bem próxima da Stewart. "Eu estava muito concentrado", afirmou Rubinho, que não cometeu um único erro ao longo das 53 voltas.
Os outros dois brasileiros não concluíram o GP da Itália. Pedro Paulo Diniz, da Sauber, abandonou ainda na segunda volta, depois de mais uma bela largada, em que saiu do 16.o lugar no grid para a 11.a colocação na segunda volta. "Para ser o 11.o, tive de ultrapassar Alexander Wurz (Benetton) pela parte suja da pista", explicou. "Quando fui frear na primeira chicane, minha aderência já não era a mesma e rodei." Ricardo Zonta, da BAR, permaneceu na prova até a 25.a volta. "Ganhei uma posição na largada e meu carro não estava ruim." Ele disputava a 15.a colocação com Johnny Herbert, da Stewart. "De repente as rodas da frente começaram a vibrar e meu box resolveu antecipar o pit stop (volta 25) para verificar o que era." Como nada de anormal foi contatado, o recolocaram na corrida. "O problema se agravou e abandonei na volta seguinte."

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