São Paulo, 20 (AE) - Se a Ferrari mostrou bom desempenho na Austrália, São Pedro pode dar uma ajuda a mais para Rubens Barrichello e Michael Schumacher saírem com um bom resultado no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Segundo informações da empresa Climatempo, especializada em consultoria de meteorologia
a probabilidade de chuva no domingo, dia da corrida, é de 80%.
Segundo a empresa, o tempo deverá ser instável, com possibilidade de chuvas à tarde, na sexta-feira (30%), dia dos treinos livres, e no sábado (60%), quando acontecem os treinos que definirão o grid de largada. A avaliação das condições climáticas foram feitas a partir de dados fornecidos por satélite, aeroportos e outras instituições de meteorologia em todo o Estado.
O horário mais provável das chuvas só poderá ser determinado nos dias que antecedem as provas. Mais do que escuderias, a chuva privilegia alguns pilotos. Por coincidência, os dois profissionais com melhor desempenho em pista molhada são justamente os pilotos da Ferrari. Schumacher conseguiu superar Jacques Villeneuve, da Williams, em um Grande Prêmio memorável, na França, em 1997. No mesmo ano, Rubinho ficou com a segunda posição em Mônaco, na estreante Stewart, depois de uma brilhante atuação na chuva.
Pista molhada também favorece os outros dois pilotos brasileiros.
Pedro Paulo Diniz, da Sauber, disputou uma das suas melhores corridas na Espanha, em 1996, ao classificar-se em quinto, com Ligier, debaixo de forte chuva. Ricardo Zonta, por sua vez, teve seu melhor desempenho na BAR ao conseguir o nono lugar no grid de largada do GP da França, no ano passado, treino realizado com asfalto molhado.
A situação não é tão favorável para o campeão Mika Hakkinen, da McLaren. Se não cometeu grandes erros pilotando sob chuva, também não fez suas melhores atuações. Outro piloto campeão do mundo que não gosta de chuva é Jacques Villeneuve, hoje na BAR. Ele jamais conseguiu um bom desempenho em pista molhada.

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