Budapeste - Os treinos do GP da Hungria, 13 etapa do Mundial de Fórmula 1, começam hoje no circuito Hungaroring, mas a novela do acidente na largada do GP da Alemanha não terminou com a multa de US$ 50 mil imposta a Ralf Schumacher. Hoje, a FIA vai ouvir novamente os três envolvidos na batida: além de Ralf, Rubens Barrichello e Kimi Raikkonen. A entidade disse apenas que os chamou para examinar uma ''nova evidência''.
''Perdi meu dois últimos dias de descanso para ir à sede da FIA. Falei pouco, disse que virei um sanduíche no meio dos dois e pronto. Agora querem ouvir a gente de novo. Só espero que não haja risco de punição'', disse Barrichello.
Considerado culpado pela batida que tirou o trio na largada da prova, Ralf inicialmente foi punido com a perda de dez posições no grid na Hungria. A Williams recorreu e, quarta-feira, a FIA transformou a punição em multa. Agora, há chances de a culpa respingar nos outros dois pilotos.
Fora da discussão, Michael Schumacher e Juan Pablo Montoya travam um duelo verbal. ''Sou favorito ao título'', disse o alemão, líder do Mundial, com 71 pontos. ''O calor ajudará nossos pneus'', disse o colombiano, com 65.
(Schumacher dois e Montoya, três pit stops). Não estou dizendo que poderia vencer, mas que a distância entre nós seria bem menor.''
Tanto o alemão quanto Rubinho prevêem uma corrida difícil na pista húngara. ''Já amanhã (hoje) teremos uma idéia mais precisa do quão complicada será esta prova para nós'', disse Rubinho.
Do que viu das mudanças no traçado, o brasileiro concluiu que continuará sendo bastante difícil ultrapassar em Hungaroring. O circuito antigo media 3.975 metros, enquanto o atual tem 4.381. A reta dos boxes foi ampliada e a curva 1 sofreu modificações: ficou mais lenta, a fim de aumentar a freada da reta e, com isso, as possibilidades de ultrapassagens aumentem. Mais: retiraram a chicane na reta existente depois da curva 11 e a curva 12, no fim dessa reta, é agora de 90 graus, com o objetivo também de servir de ponto de ultrapassagem.
Massa O italiano Adriano Morini não é mais o empresário de Felipe Massa. Apesar do seu comunicado indicar que também o outro responsável pela carreira do promissor piloto, Ricardo Tedeschi, está deixando a gerência, na realidade Tedeschi continua. A informação é de Nicolas Todt, filho de Jean Todt, diretor esportivo da Ferrari, sobre quem recaíam as suspeitas de ser o novo dono dos destinos de Massa. ''Eu ainda não sou seu empresário, quem sabe um dia'', afirmou Nicolas Todt. Massa deve voltar a correr pela Sauber em 2004.

mockup