Spielberg, áustria, 22 (AE) - A partir de agora, Rubens Barrichello, piloto da Stewart, só se manifestará a respeito de seu futuro quando dispor de um documento assinado, com a própria Stewart ou a Ferrari. "As notícias de que eu já havia assinado com a Ferrari chegaram a me prejudicar um pouco", disse.
Enquanto a sua expectativa com relação à prova de Silverstone não era das melhores, sua projeção para a corrida austríaca é positiva. "Até para responder aos que já estão achando que a Williams e a Jordan nos ultrapassaram, temos de obter um bom resultado aqui." O acidente de Michael Schumacher, dia 11 na Inglaterra, não atrapalhou sua candidatura na Ferrari. "O que não pegou bem foi eles acharem que eu havia dito o que saiu publicado no Brasil."
Segundo Barrichello, as negociações não evoluíram como gostaria desde então. "Agora é esperar para ver o que irá ocorrer no campeonato." "Nenhuma decisão será tomada com tantas perguntas no ar, em especial quanto ao que Eddie Irvine poderá fazer como número 1 da Ferrari", acredita.
Para a imprensa inglesa, o norte-irlandês já teria assinado com alguma equipe, possivelmente a Jordan, o que explicaria a despreocupação com suas declarações e a frase dita em Viena, terça-feira, de que não ficará na Ferrari no ano que vem. O mercado de pilotos acena também com a possibilidade de Jean Alesi se transferir da Sauber para a Prost e se fala até de uma proposta milionária da Ford para levar Mika Hakkinen, da McLaren
para a Stewart. O finlandês, apesar de campeão do mundo, ganha pouco no time de Ron Dennis.
A Stewart estréia amanhã, no GP da áustria, um novo sistema de escapamento, semelhante ao usado pela Ferrari, onde os dois terminais de escape emitem seus gases para cima, e não mais para baixo. "Ganhamos em potência", explicou Barrichello. Curiosamente, o maior objetivo dessa solução seria aumentar a eficiência aerodinâmica. "Para a corrida da Hungria (15 de agosto) vamos ter um novo pacote arerodinâmico", contou Barrichello.
A forte chuva de hoje foi bem recebida pelo piloto. "Sem ela, temos boas chances de largar entre os cinco primeiros, ao passo que, com o piso molhado, dá para brigar por um lugar entre os três primeiros."
Pedro Paulo Diniz, da Sauber, disse gostar do traçado de 4.319 metros dos circuito A1-Ring. "Cheguei a guardar por um bom tempo o papel em que eu aparecia em primeiro lugar no treino livre de sábado." Em 1997, na Arrows, Diniz foi o mais veloz da sessão. Ricardo Zonta, da BAR, tem boas recordações da pista de Spielberg. "Em 1997, terminei a corrida de Fórmula 3.000 em segundo, atrás do Juan Pablo Montoya, e, no ano passado, ganhei aqui a etapa do mundial FIA-GT, com a Mercedes."

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