Rubinho culpa imprensa pelas confusões
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terça-feira, 27 de março de 2001
Agência Estado De São Paulo 
Para Rubens Barrichello, não há dúvida: a culpa por seu desgaste na Ferrari desmentido pelo piloto é da imprensa. Não tenho problema algum de relacionamento com o Michael Schumacher. Já conversei com ele na Malásia e depois por telefone, é tudo coisa boba que a imprensa criou, afirmou. Referindo-se estranhamente à torcida como meu povo, negou que há resistência dentro da equipe para renovar seu contrato.
Combinamos de começar a conversar em julho. Se for antes será lucro. Sua personalidade expansiva, como a definiu, terá de ser redimensionada, a partir de agora, no Brasil, ao menos no tato com os jornalistas. Gosto de falar, mas acho que terei de me limitar a responder as perguntas com sim, não, talvez. Suas frases são encurtadas, o que já colabora para mudar seu sentido, e depois quando são traduzidas, na Itália em especial, ganham ainda outra configuração.
Eu nunca falei que a Ferrari trabalha para o Michael Schumacher e não para mim. Os jornais italianos publicaram trechos de uma entrevista do piloto em São Paulo e deram destaque à sua reclamação. As declarações repercutiram dentro da Ferrari. Recebi um telefonema do Jean Todt (diretor esportivo) para saber se eu havia mesmo dito aquilo, disse Rubinho.
Depois de desmentir as críticas à direção do seu time, o piloto comentou ter já conversado com o presidente da empresa, Luca di Montezemolo, o próprio Todt, e um eventual atrito com a equipe é outra invenção da imprensa. A sua própria interação com a torcida é citada por Rubinho como exemplo de como as coisas são distorcidas no Brasil.
Pelo que diz a imprensa, essa relação é negativa. Não é, no entanto, o que vejo, sou parte desse público que me dá muita força. Competir em Interlagos não representa nenhuma pressão extra às muitas que já tem, de acordo com Rubinho. Difícil era na época em que não dispunha de um carro competitivo diante do meu público.


