Rubinho cotado para pilotar McLaren
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quinta-feira, 27 de maio de 1999
Por Livio Oricchio 
Barcelona, 28 (AE) - A exemplo de Ímola, os rumores de mudanças importantes, envolvendo pilotos e equipes, percorreram soltos hoje o paddock do Circuito da Catalunha. O mais forte deles diz respeito diretamente aos brasileiros: Rubens Barrichello aparece como um dos nomes na lista dos substitutos de David Coulthard na McLaren. "Me dá a caneta que eu assino já", disse Barrichello, respondendo aos jornalistas sobre os comentários de Barcelona. Jackie Stewart já lhe deixou claro: ele só não corre na Stewart ano que vem se não desejar. Seu compromisso termina no fim da temporada e não há mais nenhuma multa rescisória, já que o período de seu contrato é de 1997 a 1999.
"A não ser o Jackie, que me procurou para dizer que me quer ver no seu time ano que vem, nenhum outro dirigente veio falar comigo", afirmou Barrichello. "Só me interessaria por uma proposta da McLaren ou da Ferrari", comentou. A impresa inglesa especula sobre uma troca: Barrichello iria da Stewart para a McLaren e Coulthard da McLaren para a Stewart. O escocês já trabalhou com o também escocês Jackie Stewart no início de carreira.
O alemão Nick Heldfeld, atual líder da Fórmula 3000, pela equipe McLaren Júnior, não deverá ser aproveitado agora pela McLaren na Fórmula 1. Norbert Haug, diretor da Mercedes, sócia da McLaren, já expressou seu ponto de pista a respeito: "Seria responsabilidade demais para ele estrear na Fórmula 1 tendo de vencer corridas já no primeiro ano." Nick, um talento reconhecido, deverá competir por uma equipe média no próximo campeonato e só então, eventualmente, ser aproveitado pela McLaren. Além de Barrichello, o italiano Jarno Trulli, da Prost, tem cotação para ocupar a vaga que, tudo indica, Coulthard perderá na McLaren.
Seu compromisso com a Prost reza que se até o GP da Hungria, dia 15 de agosto, sua equipe não estiver entre os seis primeiros entre os contrutores, a opção de deixar a Prost será sua. Não haverá multa. Hoje a Prost ocupa a oitava colocação entre os costrutores, com apenas um ponto, decorrente do sexto lugar de Olivier Panis no GP do Brasil. Em Ímola, a saída de Eddie Irvine da Ferrari era dada como iminente pela imprensa italiana. O piloto irlandês já não suportava mais ter de atender a todos os interesses de Michael Schumacher. Hoje, no entanto, o mais comentado no paddock da pista era que Irvine pode renovar seu contrato com a Ferrari. Provavelmente nenhuma outra equipe pagará o que os italianos lhe oferecem: U$ 5 milhões por ano. Como segundo piloto, Irvine é o mais bem pago da história. E sua relação de despesas cresceu bastante desde o fim do ano passado, quando adquiriu um jato Falcon F10 para seu uso privado. Por ter se agitado bem antes do normal, é provável que antes do GP da Itália, dia 12 de setembro, época tradicional de anúncios, o mercado de pilotos tenha já suas definições.


