São Paulo, 08 (AE) - Está confirmado: Rubens Barrichello testará o carro da Ferrari nos dia 1º, 2 e 3 em Fiorano, na Itália. O escocês Jackie Stewart, diretor do ex-time de Rubinho, o autorizou hoje a trabalhar para sua nova equipe, ainda que ele não possa participar de nenhuma promoção da Ferrari, por conta de seu contrato, vigente até o fim do ano. Eddie Irvine também poderá testar o carro da Stewart em dezembro. Amanhã Rubinho visita as instalações da Ferrari em Maranello e tira o molde do banco para o teste.
Ao embarcar no aeroporto de Heathrow, em Londres, amanhã pela manhã, com destino a Bolonha, oficialmente Rubinho estará iniciando suas atividades pela Ferrari. "Não nego que estou ansioso, afinal é um sonho antigo que se realiza, mas também nunca me senti tão preparado para esse desafio", disse hoje o piloto, em Cambridge, Inglaterra, onde reside. A sua programação no Reparto Corse, a divisão de competição dos italianos, prevê a sua apresentação aos mais de 300 integrantes da escuderia, almoço com Jean Todt, o diretor esportivo, e tomada das suas medidas. O engenheiro de Rubinho será Luca Baldisseri, o mesmo de Eddie Irvine.
"Não sei como as coisas irão rolar, mas se tiver a chance vou pedir para dar umas voltas com um carro de passeio na pista de Fiorano", falou, sem esconder a enorme vontade de pilotar no circuito particular da equipe. É nesse traçado, considerado por Michael Schumacher, seu companheiro nas duas próximas temporadas, como "impróprio" para a atual Fórmula 1, que Rubinho estreiará na Ferrari com o modelo F399, o que deu ao time, este ano, o título mundial de construtores.
Serão três dias de testes, sozinho, no traçado de Fiorano, a fim de conhecer um pouco da metodologia de trabalho dos italianos. O novo carro, possivelmente F340, só será apresentado à imprensa na segunda quinzena de janeiro, também na pista particular da Ferrari. Na corrida de Suzuka, Schumacher lembrou que esse modelo será o segundo da Ferrari que utilizará pneus Bridgestone. "Pouca gente se deu conta de que a McLaren estava na sua segunda temporada com os pneus japoneses, enquanto nós na primeira." Segundo o alemão, em função das especificidade extrema chassi-pneus da F-1, a McLaren contou com considerável vantagem técnica.

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