Hockenheim, 31 (AE) - No treino livre da manhã, Rubens Barrichello obteve o terceiro tempo, por esse motivo a sexta colocação hoje, no grid para o GP da Alemanha, ficou abaixo da sua expectativa. "Nós tivemos de mudar a asa traseira para a antiga, o que certamente nos tirou velocidade." No treino da manhã, seu companheiro, Johnny Herbert, viveu um momento assustador, quando a asa traseira nova, desenvolvida para o circuito, quebrou a cerca de 350 km/h. O carro da Stewart bateu várias vezes na grade, mas o piloto não se feriu.
"Tivemos de optar pela antiga por uma questão de segurança", explicou Barrichello. Sobre a corrida, amanhã, o piloto cometou que se repetir a boa largada da áustria e o carro e o motor suportarem as exigentes 45 voltas da corrida, suas chances de ficar entre os primeiros são boas. "Com um pouco de sorte, dá até para pensar em pódio."
Barrichello elogiou Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, segundo hoje, e com quem ele normalmente vem disputando as colocações no grid e nas corridas. "Frentzen deu um show." Para Barrichello, a diferença de tempo entre o alemão e seu companheiro, Damon Hill, um segundo e um milésimo, dá bem uma idéia da dimensão do trabalho do alemão.
"A coisa está difícil aqui", falou Pedro Paulo Diniz, da Sauber, 16º colocado. "Mas é fácil compreender as razões de nós estarmos mal, a equipe não testa nada de novo."
A aerodinâmica do carro da equipe suíça não funcionava hoje, segundo seus pilotos. Jean Alesi, companheiro de Diniz, larga em 21º, na última fila. "O assoalho é um componente fundamental na aerodinâmica, só que o nosso não gerava nenhuma pressão aerodinâmica", disse Diniz.
Na parte mista do circuito alemão, onde acham-se as arquibancadas e a poucas curvas da pista, Diniz perdia muito tempo. "O C18 não fazia curva." De novo terá de ousar durante a prova na tentativa de conquistar algum ponto, como fez na Inglaterra e áustria, duas últimas etapas do Mundial, em que se classificou em sexto. Diniz negocia com a Benetton.
Agora parece que a equipe BAR compreendeu que não adianta manter um engenheiro sem experiência na Fórmula 1 para trabalhar com Ricardo Zonta, um piloto que faz também sua primeira temporada na categoria.
"Acho que desta vez eles entenderam", falou Zonta, 18º no grid. "Nós estávamos perdidos e copiamos o acerto do Jacques Villeneuve (seu companheiro)." Ocorre que a forma de o canadense pilotar é bem distinta da de Zonta. "Ele gosta de ser agressivo com o volante, enquanto eu sou mais progressivo e, claro, isso condiciona outro ajuste." Apesar das diferenças, seu resultado seria menos ruim que se fosse para a classificação com o ajuste da manhã, "Um desastre", segundo Zonta.
"Minha única chance de chegar entre os seis primeiros é ganhar várias posições na largada."

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