Rubinho atribui carro veloz a diretor da Stewart
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terça-feira, 13 de abril de 1999
Agência Estado 
Quando Rubens Barrichello assumiu a primeira colocação na quarta volta do GP do Brasil, domingo em Interlagos, e depois a manteve até seu pit stop, na 27ª volta, a pergunta mais comum nos boxes era: o que fez a equipe Stewart-Ford para seu carro andar na frente da Ferrari e até da McLaren? O modelo SF-03 é o resultado de uma combinação de mudanças estruturais que realizamos na Stewart Grand Prix, diz o proprietário da escuderia, o escocês Jackie Stewart, ex-piloto três vezes campeão do mundo. A fábrica, o diretor-técnico, diretor-esportivo, o motor, o projeto, tudo é novo na nossa organização.
Curiosamente, o projeto do SF-03 não é do atual diretor-técnico, o irlandês Gary Anderson, mas do inglês Alan Jenkins, que se demitiu da Stewart depois da contratação de Anderson, em novembro. Antes da sua chegada, para experimentarmos alguma alteração substancial no carro eram necessários meses de estudo, quando ocorriam, lembra Barrichello.
De uma semana para a outra Gary Anderson é capaz de criar soluções novas, conta o piloto. O SF-03 nasceu rápido, mas o dedo do Gary já o deixou um segundo mais veloz. Barrichello e Anderson trabalharam juntos na Jordan de 1993 a 1996.
Na F-1 comentava-se no sábado, depois de o piloto brasileiro obter a terceira colocação no grid, atrás apenas da McLaren, que tanto Jenkins quanto Anderson, sozinhos, não desenhariam um modelo de F-1 tão eficiente.
O SF-03 reuniu todo o conhecimento acadêmico do engenheiro Jenkins com a praticidade do ex-mecânico de Wilson Fittipaldi na Brabham, Anderson. As dimensões e peso reduzidos do novo motor Ford são um dos fatores essenciais apontados por Barrichello para explicar o sucesso do SF-03.


