Rubinho acha que mudou a Ferrari
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terça-feira, 19 de outubro de 2004
Livio Oricchio<br> Agência Estado 
São Paulo - Rubens Barrichello foi claro na entrevista coletiva que concedeu ontem em São Paulo, sem usar, porém, tom crítico. ''Não tenho dúvida de que o meu equipamento e o do Michael Schumacher é o mesmo, mas tenho lutado por mais atenção na Ferrari'', afirmou o piloto brasileiro, para depois completar: ''Depois do título do Schumacher, este ano, a equipe relaxou um pouco e recebi mais atenção. Era o que precisava, as energias ficarem divididas.''
Após Schumacher ter conquistado o título por antecipação, Rubinho conseguiu vencer duas corridas, na Itália e China. ''Espero que no ano que vem continue assim'', disse o brasileiro.
Para evitar que suas declarações soassem como uma crítica a seu time, Rubinho deu a entender que cabe a ele próprio reverter essa situação em que Schumacher receber mais atenção. ''A Ferrari na época do Eddie Irvine era outra. Sinto orgulho de mudar essa história, com nossas conquistas, e essa mudança ainda está ocorrendo, embora não tenha chegado ao ponto ideal.''
O espaço que tem hoje dentro da escuderia italiana decorre, segundo Rubinho, do trabalho que vem realizando. ''A renovação do meu contrato vem dos resultados que consigo.''
Diante da repercussão da ida a Interlagos com o filho Eduardo, de três anos, na segunda-feira, Rubinho teve de retomar o tema. ''Eu nunca tive a chance de sentar na Lotus do Ayrton, o Eduardo já. E a mãe ainda acha que ele vai jogar golfe quando crescer. Os olhos deles até brilhavam dentro da Lotus'', contou.
De novo, Rubinho abordou a disputa que deverá ter com Schumacher, domingo, na 33edição do GP Brasil: ''Se chegou a minha vez de vencer, só Deus sabe. Agora, vim aqui para subir no pódio. Depois de Monza e Xangai, a moral está lá em cima, será como jogar em casa no futebol.''
Mas o companheiro de Ferrari já adiantou que não dará moleza, apesar de, ontem, no site oficial da equipe, ter declarado ''não descartar'' a possibilidade de ajudar Rubinho. ''Vai ser uma parada dura. Acredito que em Interlagos não será só a Ferrari a andar lá na frente.''
Massa O piloto da Sauber disse que pode mesmo marcar pontos no GP Brasil, ou seja, terminar entre os oito primeiros colocados. ''Mas no Brasil, um quarto lugar como o meu em Spa-Francorchamps este ano, com a Sauber, é um resultado normal. O Takuma Sato chegou em quarto no GP Japão e fizeram uma festa nacional'', comparou.
Para ele, isso decorre de o Brasil já ter tido vários campeões do mundo e de outro fator: ''A imprensa. Aqui ela cobra bastante e não reflete o que o público pensa.''
Villeneuve Enquanto as equipes passaram a tarde de ontem checando os preparativos para a corrida que encerra a temporada, o canadense Jacques Villeneuve, da Renault, preferiu relaxar e ir às compras durante a tarde. O piloto, campeão em 1997 pela Williams, desembarcou ontem no Brasil e mostrou-se muito entusiasmado para o GP de domingo.
Perto das 17 horas, vestiu uma calça azul e uma camiseta marrom amassadas pareciam ter sido tiradas da mala naquele instante , e foi sem seguranças em um shopping fazer compras. ''É meio chato fazer isso sozinho, mas o Brasil é um lugar muito divertido para sair quando tenho pessoas legais para sair comigo'', disse.


