Rubens Barrichello utiliza folga para estudar seu carro
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sexta-feira, 02 de junho de 2000
Agência Folha De Mônaco, Montecarlo 
O piloto brasileiro Rubens Barrichello aproveitou o dia de folga ontem, em Mônaco para estudar com engenheiros da Ferrari as causas para o desequilíbrio de seu carro. Concluiu que o problema é seu, não do F1-2000. O sistema de direção da Ferrari é muito, muito sensível. É só dar um toque no volante que o carro já vira totalmente, afirmou. Não estava acostumado a isso na Stewart, completou.
Em Mônaco, o primeiro traçado travado desta temporada, o efeito desse sistema é acentuado, já que o piloto é forçado a fazer manobras muito mais bruscas do que em um circuito normal. O resultado desse seu problema com o carro pôde ser visto sexta-feira, no primeiro treino livre, quando o brasileiro marcou apenas o décimo tempo.
Para melhorar a adaptação de Barrichello, a Ferrari decidiu reduzir o efeito do sistema de direção no seu carro. É a segunda mudança recente que a equipe italiana faz no F1-2000 para adequá-lo ao seu estilo de pilotagem. Em Nurburgring, há duas semanas, a escuderia já alterou o motor da Ferrari número 4 para evitar a repetição dos problemas de lubrificação que vinham sendo causados por Barrichello.
Por tradição, a F-1 recebe folga na sexta-feira anterior ao GP de Mônaco. No paddock, ontem, o movimento ficou restrito aos mecânicos levando os carros para a vistoria técnica de praxe.
A 450 km dali, porém, Michael Schumacher estava trabalhando. Acompanhado por seus dois engenheiros, Tad Czapski e Vincenzo Castorino, o alemão completou 42 km em Fiorano com o carro reserva de Barrichello. A principal preocupação do alemão foi treinar largadas, que ele considera essencial em um circuito difícil de ultrapassar como o das ruas do principado.
A definição do grid acontece hoje, a partir das 8 horas (de Brasília), com transmissão ao vivo da Rede Globo.


