Das Agências
Os desempenhos extraordinários de Rubens Barrichello nas sete primeiras etapas do campeonato o colocaram na mira das duas melhores equipes da Fórmula 1 na atualidade: a Ferrari e a McLaren. O seu compromisso com a Stewart termina no fim do ano e sua transferência não envolve o pagamento de nenhuma multa. ‘‘Estou livre para decidir para a melhor opção para mim’’, afirmou. O seu notável trabalho hoje apenas reforçou sua candidatura a possíveis vagas nessas escuderias.
Jackie Stewart, diretor de seu time atual, comentou o momento do brasileiro no mercado e foi cáustico: ‘‘Se Rubens for mesmo para a Ferrari será uma grande pena, será o fim da carreira de um piloto brilhante’’, disse o escocês. ‘‘Poderia aceitar, se eu fosse ele faria o mesmo, uma proposta da McLaren, mas da Ferrari, nunca.
Stewart comentou que tudo na organização italiana é feito para Michael Schumacher vencer, não para o segundo piloto. ‘‘Nenhum piloto com pretensões esportivas elevadas, como Rubens, aceita correr para outro piloto fazer sucesso.
Domingo, no fim da prova, Eddie Irvine estava mais veloz que Schumacher. O alemão tinha problemas com a eletrônica do câmbio e nem todas as marchas entravam. O irlandês era o sexto e Schumacher o quinto. O comunicado da equipe diz que Irvine não ultrapassou Schumacher porque foi orientado a ficar onde estava, já que o alemão perderia um ponto na classificação do campeonato se caísse para sexto. ‘‘Eu assinei o contrato, só por isso aceitei’’, disse Irvine, já bastante insatisfeito com a situação, daí sua permanência na Ferrari ser hoje quase impossível.
‘‘Não digo isso em razão do meu interesse, mas do próprio Rubens a melhor opção para ele hoje é ficar na Stewart, agora mais do que nunca uma equipe com enormes possibilidades de crescimento’’, defende Stewart, no caso de Barrichello não se transferir para a McLaren. A Ford adquiriu a Stewart. O piloto evitou comentar o assunto domingo. ‘‘Não escondi de ninguém as negociações, mas como venho dizendo elas estão apenas bem encaminhadas e não definidas. Ao lhe colocarem a situação de Irvine hoje, para saber se aceitaria não ultrapassar Schumacher, ele respondeu: ‘‘Isso se vê antes de assinar o contrato, não ali, na hora. Se o piloto aceitou, no papel, ser submisso, então deve acatá-la’’, falou. De uma coisa Barrichello já tem certeza: na Ferrari, na Stewart ou na McLaren ganhará bem mais dinheiro do que atualmente.
Outro brasileiro, Ricardo Zonta, foi consultado por Eddie Jordan para o lugar de Damon Hill, juntamente com Eddie Irvine e Giancarlo Fisichella. Zonta tem compromisso com a BAR até o fim do ano e ficará por lá. Quem não sabe o que fazer da vida é Damon Hill. Ele afirmou para a imprensa inglesa que não se perdoará se correr em Silverstone e decepcionar seus fãs. ‘‘Nos próximos dias estarei pensando se vou disputar a prova ou paro já de correr. Eddie Jordan contou que aguarda sua decisão. Jos Verstappen, Shinji Nakano ou Mika Salo deverão substituí-lo caso decida parar já.
Em Wimbledon - Gustavo Kuerten contou com um torcedor ilustre ontem na arquibancada da quadra 18 do All England Club, onde enfrentou o suíço Lorenzo Manta. O piloto Rubens Barrichello aproveitou que estava na Europa e foi a Londres torcer por Guga no Aberto de Wimbledon. Rubinho estava acompanhado pela esposa, Silvana, e foi muito aplaudido pelos torcedores brasileiros. Barrichello retribuiu a torcida de Guga no domingo, quando o tenista aproveitou uma folga no treino na quadra inglesa para acompanhar pela televisão a corrida e a subida ao pódio do piloto da Stewart.

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