Rotina, tensão e explosão de alegria: vida de mecânicos
Vida de mecânico na F3 Sul-Americana não é nada fácil. A rotina, que começa bem antes da realização das provas, é tensa e bastante cansativa. Os trabalhos começam quatro dias antes da primeira corrida, com a montagem dos boxes e dos carros. Depois, nos treinos, consertos, ajustes e outras tarefas preenchem o tempo da equipe.
Ontem, no dia da segunda etapa, foi possível acompanhar a rotina do chefe dos mecânicos da equipe Cesário F3, Rosardo Campos, o Mineiro, no trabalho há 11 anos.Quando estamos no autódromo, dormimos tarde, por volta das 2 horas da madrugada, fazendo os acertos no carro, conta Mineiro que comanda outros 13 mecânicos, responsáveis pelos quatro carros da equipe.
Neste domingo, a equipe de Mineiro acordou cedo, às 6 horas. Ligaram os carros e fizeram uma checagem geral, que dura cerca de meia hora em cada carro. Revisamos tudo, peça por peça, do câmbio até as engrenagens, explica. Em alguns casos é preciso desmontar completamente o carro e até trocar o motor. Nossa maior preocupação é se o carro quebrar. Se isso acontece, a culpa é somente nossa, diz.
Uma hora antes da prova, começa o nervosismo. Os últimos detalhes são checados. Os carros vão para a pista. Equipe atenta, faz os apertos necessários.
Durante a corrida, os olhos estão nos monitores, conferindo os tempos, e os ouvidos no rádio, atentos para qualquer problema. A vibração toma conta quando os pilotos da equipe, Danilo Dirani e Felipe Longano, assumem o segundo e terceiro lugar. A aflição de Mineiro só termina depois de 45 minutos, quando os pilotos cruzaram a linha de chegada. Aí, a alegria tomou conta dos boxes.
O bom é isso. O esforço vale a pena quando vemos no final que tudo deu certo, conta aliviado. Depois da festa do pódio, da champagne, a rotina volta. Começa a desmontagem e os preparativos para a próxima etapa. (M.D.B.)





