O São Paulo vem de duas derrotas seguidas no Brasileiro, e o Palmeiras, de três. Esse retrospecto foi suficiente para deixar o primeiro time no último lugar que dá vaga na próxima fase, e o segundo, com o técnico a perigo. Uma nova derrota no clássico de hoje, às 15 horas, no Estádio do Morumbi, irá tirar o São Paulo da oitava colocação no campeonato e poderá custar o cargo do treinador do Palmeiras, Celso Roth.
A pior situação é a palmeirense. Anteontem, foram pichações. Ontem, a principal organizada do clube, a Mancha Alviverde, entregou um manifesto em que critica técnico, jogadores e dirigentes. O líder da torcida, Paulo Serdan, acusou Lopes, Tuta e Donizete de estarem de madrugada bebendo uísque no Rock Bar Café, na Vila Olímpia, na zona sul da capital, na segunda-feira da semana passada.
Ele também disse que a trégua dada a Roth acabou e que a organizada passará a persegui-lo, mesmo que o time volte a vencer. O manifesto ainda traz acusações mais pesadas: ''...deixar outros ''atletas' continuarem vestindo a nossa gloriosa camisa, esses outros que gostam da mesma coisa que o Lopes 'gostava'!''. O meia esteve 120 dias suspenso por doping de cocaína. Questionado sobre nomes, Serdan não revelou. ''Caso eles (dirigentes) queiram descobrir, arranquem um chumaço de cabelo de cada um, se já não souberem'', disse.
Mesmo na vice-liderança do Brasileiro, com 29 pontos, o Palmeiras não vence há cinco partidas. O diagnóstico no clube é de que até jogadores e integrantes da comissão técnica estão insatisfeitos com os métodos de Roth, considerado centralizador nas decisões e desagregador do grupo. Com uma derrota para o São Paulo, o treinador deverá deixar o clube.
No São Paulo, está em jogo o que a equipe ainda conseguiu manter apesar das duas derrotas: o bom ambiente e uma posição entre os que avançam de fase. ''Precisamos muito dessa vitória porque estamos no limite. Se perdermos, vamos sair da zona de classificação'', avaliou o meia Leonardo, que retornará depois de se recuperar de uma contusão.

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