Rio de Janeiro - Com os cabelos pintados em verde e amarelo, o piloto italiano Valentino Rossi chegou ontem no Autódromo Internacional Nélson Piquet, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, para a disputa da 12ªetapa da categoria MotoGP, sábado, com duas certezas: vai conquistar o bicampeonato da categoria e, em um futuro próximo, testar um carro de Fórmula 1.
  ‘‘Vou realizar um teste privado, longe de todos. Quero saber se tenho condições de ser tão veloz em um Fórmula 1 quanto sou sobre uma moto’’, assegurou Rossi. Na quarta-feira, o ‘poderoso chefão’ da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, afirmou que se pudesse substituiria metade dos pilotos do grid pelo atual campeão da MotoGP.
  Sobre a conquista do bicampeonato, já que lidera a tabela de classificação com 237 pontos contra 191 de Sete Gibernau, da Telefonica Movistar Honda, e 161 de Max Biaggi, da Camel Pramac Pons, Rossi disse não estar preocupado em assegurar o campeonato no Brasil ou na próxima corrida. Lembrou que este ano a competição está mais equilibrada e afirmou que o importante será conquistar o título.
  A pista brasileira, de acordo com Rossi, é veloz e muito ondulada, além de fazer com que a moto derrape muito. No entanto, destacou que seu estilo se adapta bem ao circuito. Por isso, ele disse torcer para que não esteja chovendo durante a prova, porque assim terá mais chances de ampliar sua vantagem sobre Gibernau, de quem considerou pilotar muito bem em pista molhada.
  Quanto ao brasileiro Alexandre Barros, da Gauloises Yamaha, Rossi reservou somente elogios. Destacou que Barros é um excelente piloto, além de ter sido um dos mais velozes com quem já competiu. Lamentou os problemas médicos do brasileiro e a pressão por resultados que vem sofrendo da Yamaha, ‘‘uma máquina difícil de pilotar’’.
  Mas, depois dos elogios, Rossi não poupou críticas ao italiano Biaggi que, na terça-feira, disse duvidar de seu talento e pediu para o piloto da Honda competir com uma moto de nível inferior para poder provar suas qualidades. ‘‘O que o Biaggi deseja é que eu saia daqui para ele vir para o meu lugar’’, argumentou Rossi. ‘‘Ele não é sincero e não gosto muito dele. Já provei que sou o melhor.’’

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