A atleta Roseli Machado, que venceu a prova Feminina da 72ª São Silvestre, foi recebida com muita festa na madrugada do dia primeiro de janeiro pela população de Santana do Itararé. A atleta chegou à cidade, onde iniciou sua carreira e ainda residem seus pais, no início da madrugada, sendo recebida por uma grande multidão que a aguardava na entrada da cidade. Em seguida participou de uma carreata. Ontem à tarde, em contato com a Folha, ela afirmou que ainda não tinha conseguido descansar, por causa de muitos compromissos principalmente com órgãos de imprensa.
‘‘Durante vários meses me praparei para vencer a São Silvestre e para mim não foi surpresa. Só não estava preparada para enfrentar esta maratona com jornalistas’’, brincou Roseli, que experimenta uma fase diferente, após vencer a importante prova.
Atualmente com 26 anos, a carreira de Roseli começou bem cedo. Aos 12 anos ela iniciou os treinamentos, transferindo-se de Santana de Itararé para Londrina, onde estudava e corria. Tempos depois passou por Campinas, Curitiba, Sorocaba, Itapetininga, sempre correndo e estudando.
A primeira grande vitória veio em 89, quando foi ranqueada como a quarta melhor corredora brasileira. Ela destaca entre as grandes vitórias a conquistada em maio do ano passado em Utica, nos Estados Unidos. A prova de 15 quilômetros contou com mais de 40 mil participantes.
Mas apesar de toda a festa a vencedora da São Silvestre não terá muito tempo para comemorar e apesar do cansaço ainda hoje ela deverá viajar para o Uruguai, onde participará da tradicional corrida daquele país, com um percurso de 10 quilômetros. No dia 13 deste ela participa da meia-maratona de Tóquio, no Japão. Em fevereiro estará disputando o Campeonato Europeu de Cross, na Espanha e Portugal, que será um preparatório do Mundial de Cross, marcado para o final de março em Roma.
Roseli Machado, que disputa suas provas pelo Funilense, diz que após esses compromissos vai retomar os treinamentos visando a São Silvestre deste ano. ‘‘Se estiver bem de saúde vou partir firme para o bicampeonato na São Silvestre’’, anunciou.
O corredora paranaense lembra que em 1990 foi obrigada a fazer duas cirurgias nos ligamentos do joelho esquerdo. Após a operação ficou dois anos sem poder treinar, mas conseguiu se recuperar e apenas o andar manco a faz lembrar da cirurgia. ‘‘Realmente fiquei com o andar meio manco, mas não me atrapalha correr, tanto que venci a prova’’, afirmou.

mockup