Curitiba - No próximo final de semana a Região Metropolitana de Curitiba se tornará a capital do automobilismo mundial. A exemplo do ano passado, dois eventos paralelos agitam o automobilismo local, divididos entre os pisos de terra e cascalho do rali e o liso asfalto do Autódromo Internacional de Curitiba. Nas pistas de barro e poeira quem corre são as 50 duplas que participam da 2 etapa do Desafio Internacional de Rali (IRC na sigla em inglês). No circuito fechado, serão 21 os pilotos que abrirão mais uma temporada do Campeonato Mundial de Carros de Turismo (WTCC na abreviatura internacional).
Aproveitando a tradição de três décadas do Rali da Graciosa, que teve sua primeira edição em 1981, o agora chamado Rali Internacional de Curitiba quer consolidar-se de vez no calendário mundial. Com a pretensão de ser escolhido em um futuro próximo como uma etapa do Campeonato Mundial de Rali (WRC), o rali local pelo segundo ano consecutivo integra a temporada do IRC, hoje considerado como a segunda principal competição mundial da modalidade.
O sucesso da edição passada levou à organização da prova a manter praticamente o mesmo trajeto nas especiais, como são chamados os trechos cronometrados nos ralis. São oito percursos diferentes, alguns deles transpostos mais de uma vez pelos pilotos, em um total de 14 especiais, totalizando cerca de 217 quilômetros, realizadas nos municípios de Campo Magro, Campina Grande do Sul e Quatro Barras. A novidade deste ano é a realização de uma superespecial no município de Pinhais, perto do autódromo, em um circuito de terra, com quase 3,4 quilômetros de extensão, especialmente montado para a prova. Esta etapa, que tem como principal atrativo a proximidade do público com os carros, encerra o rali, no sábado à tarde.
Mas o mesmo circuito será utilizado já amanhã, a partir das 15h30, para o prólogo que define a ordem de largada dos pilotos na sexta-feira. Pouco antes de acelerarem na terra, as duplas participam da largada promocional da prova, na Boca Maldita, no centro de Curitiba, às 14h30. Mesmo local onde acontece exposição de carros e tarde de autógrafos com os pilotos do WTCC.
Apesar do grande número de inscritos, o favoritismo à vitória no Rali de Curitiba é dividido entre duas duplas. Vencedores da etapa brasileira e do campeonato na temporada passada, os britânicos Kris Meeke (piloto) e Paul Nagle (navegador) defendem a supremacia nas terras curitibanas com o mesmo Peugeot 207 da temporada passada. E tem como grande desafiante a mais uma conquista a dupla tcheca formada por Jan Kopecky e Peter Stary que vem ao país pela primeira vez com seu Skoda Fabia (no ano passado, a montadora não mandou sua equipe à Curitiba).
Além deles, as duas principais equipes terão mais dois carros cada: as duplas Bruno / Carlos Magalhães, de Portugal, e Daniel Oliveira (Brasil) / Dennis Giraudet (França) representam a Peugeot, enquanto os britânicos Guy Wilks / Philip Pugh e os finlandeses Juho Hanninen / Mikko Markkula defendem a Skoda. A dupla finlandesa é a segunda colocada do campeonato, liderado pelo também finlandês Mikko Hirvonen, que não vem à Curitiba por estar concentrado na disputa do WRC. Correndo por fora, a bordo de seus Mitsubishi Lancer, as duplas brasileiras Paulo Nobre / Edu Paula, Eduardo Scheer / Geferson Pavinatto e Oswaldo Scheer / Gilvan Jablowski tentam surpreender os favoritos.

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