São Paulo - Depois de participar de um amistoso na segunda-feira, o atacante brasileiro Ronaldo, do Milan, declarou que está pronto para jogar no Campeonato Italiano no próximo domingo. ''Agora espero ser convocado (para participar do jogo contra o Cagliari)'', afirmou o atleta.
Sobre a ''Partida Contra a Pobreza'', amistoso beneficente entre os amigos do ex-meia francês Zinedine Zidane e de Ronaldo, em Málaga, na Espanha, o centroavante brasileiro disse ter se sentido bem em campo. ''A sensação (de jogar) foi muito boa. Apesar de não ser uma partida oficial, foi espetacular para divertir as pessoas. Procurei me movimentar (em campo). Foi divertido'', disse.
O atacante já poderia ter voltado a jogar no dia 11 de novembro, na partida contra a Atalanta. Porém, depois dos protestos dos torcedores da equipe de Bergamo, que tentaram invadir o campo, a partida foi interrompida aos 7 minutos do primeiro tempo. Ronaldo estava no banco de reservas.
Após sofrer uma lesão muscular, Ronaldo ainda não jogou uma partida oficial na atual temporada européia. Ele é cotado para formar a dupla de ataque do Milan com Alexandre Pato, na próxima temporada, quando o ex-jogador do Inter-RS estiver apto a jogar.
Violência
Após ter seu contrato renovado com o Milan, o meia Kaká deixou evidente que não pretende mesmo deixar a Itália. ''Nunca disse que queria deixar a Itália. Minha declaração era apenas um alarme, queria contribuir para melhorar o futebol no qual jogo'', afirmou o jogador ao jornal ''Corriere della Sera''.
Os boatos surgiram após suas declarações contra as cenas de violência, que levaram à morte de um torcedor da Lazio no início do mês. O jogador chegou a ser criticado pelo zagueiro da Roma Christian Panucci que, mesmo sem citar nomes, criticou a postura de Kaká, qualificando-a de 'moralista'. ''Basta pagar e você vai ver que enquanto for assim os grandes jogadores irão jogar na Itália. Diante do dinheiro, todos eles mudam'', declarou Panucci.
O brasileiro acha que tudo não passou por um mal entendido. ''Estou surpreso. Tomaram-me por ingrato, mas eu dou provas de reconhecimento pelo futebol italiano e pelo Milan; apenas quis dar uma contribuição'', disse o brasileiro.
Sobre as críticas de Panucci, Kaká respondeu: ''Ele pensa assim, não eu'', disse Kaká. E foi mais longe, afirmando que aceitaria ganhar menos se passasse a ter mais segurança. ''O que conta é a qualidade. Reduziria com prazer meu salário para melhorar a qualidade da minha vida'', concluiu Kaká.

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