O atacante Ronaldo, da Inter de Milão, vai prestar depoimento hoje às 10 horas, na CPI da Câmara, que investiga supostas irregularidades no futebol brasileiro. O jogador foi convocado para falar sobre a sua escalação na decisão da Copa do Mundo de 1998, quando o Brasil foi derrotado pela França por 3 a 0. Horas antes do jogo, o atacante brasileiro tinha sofrido uma crise de convulsão.
A expectativa dos deputados sobre o depoimento de Ronaldo é muito grande, pois eles acreditam que o atacante vai poder esclarecer vários pontos polêmicos sobre aquela decisão. Ronaldo terá que responder se realmente pediu para o então técnico da Seleção Brasileira, Zagallo, para jogar, ou se sofreu algum tipo de pressão da Nike, empresa de material esportivo parceira da CBF.
Os parlamentares estão desconfiados de que Ronaldo foi forçado a atuar, pois era visível que o jogador estava longe do seu estado de saúde normal. ‘‘Contando todos os depoimentos tomados até o momento, cerca de noventa e nove por cento deles deixam bem claro que o Ronaldo não tinha condições de entrar em campo’’, afirmou o deputado Silvio Torres (PSDB-SP).
Outra dúvida que os deputados esperam esclarecer com o depoimento de Ronaldo é sobre o momento em que Zagallo foi comunicado do problema com o jogador. Na CPI, em novembro do ano passado, o treinador disse que só foi avisado do assunto mais de uma hora depois da crise de convulsão. Mas o então médico da Seleção Lídio Toledo e o atacante Edmundo, durante seus depoimentos, disseram que Zagallo soube do assunto cerca de 15 minutos depois.
Também é possível que algum deputado solicite ao jogador cópia de seu contrato com a Nike e pergunte se ele tem conhecimento sobre o contrato de parceria entre a empresa de material esportivo e a CBF.

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