Saiu dos pés dele, duas vezes, dos pés dele. Foram os gols do título, do pentacampeonato, da redenção. Gols de Ronaldo, do ''fenômeno'', que elevaram o Brasil à condição de máxima potência do futebol depois de oito anos. Gols que para ele valem em dobro.
Em uma partida memorável, que dosou dramaticidade e festa, colocando frente a frente Brasil e Alemanha, as melhores seleções da história do esporte, prevaleceu a genialidade do craque, que traz a Copa nos braços e entra para a memória do futebol igualando-se a Pelé, ambos com 12 gols em Mundiais.
A Alemanha jamais vai esquecer esse dia. Ronaldo e o Brasil inteiro também não. Mais do que herói do título, artilheiro da primeira Copa do milênio, o Mundial de 2002 marca a ressurreição do seu futebol, que um dia já o elevou ao patamar de melhor do mundo em 1996 e 97. Com um gol de oportunismo e outro de classe, ele calou os críticos e alforriou o descrédito que assolou o país após o fracasso nos últimos anos. Líder do Brasil dos ''erres'' de Scolari, Ronaldo supera o trauma do fiasco de 1998.
FHC O presidente Fernando Henrique Cardoso emitiu uma nota homenageando a seleção brasileira pela conquista do pentacampeonato na Copa da Coréia do Sul e do Japão. Na mensagem, FHC diz que ''as lágrimas de Ronaldo e Scolari são as lágrimas do povo brasileiro, que está vibrando com o penta''.
Segue a íntegra da mensagem: ''As lágrimas do Ronaldo, do Felipão e dos demais jogadores na hora do apito final são as lágrimas de emoção e alegria de todo o povo brasileiro. Vocês mostraram, com talento, garra e espírito de equipe, que o nosso futebol continua a ser o melhor do mundo. Como todos os brasileiros, senti orgulho e me emocionei com esta vitória histórica, que coroou uma campanha brilhante nos campos da Coréia e do Japão. Meus parabéns a todos vocês, que deram esta grande alegria ao povo''. (Agência Folha)

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