São Paulo - O uniforme e a chuteira foram preservados neste domingo. Dois dias antes da despedida oficial de Ronaldo da seleção brasileira, nada de colocar a estrela do amistoso diante da Romênia, amanhã, no Pacaembu, sob risco. No trabalho da equipe do Brasil no CT do Corinthians, durante a tarde, o Fenômeno curtiu dia de popstar.
De óculos escuros, casaco e calça jeans, Ronaldo chegou antes da delegação da seleção ao CT corintiano. Curtindo a vida de aposentado, o anfitrião da festa de terça-feira fez questão de recepcionar os amigos, um a um, com abraço e cumprimento caloroso.
Ronaldo apresentou as acomodações, ao lado do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e revelou apenas sua vontade para o amistoso diante dos romenos: que, nos 15 minutos que ficará em campo, no fim da primeira etapa, possa se despedir da camisa amarela que tanto lhe caiu bem com um gol.
Segundo maior artilheiro da história da seleção brasileira, com 62 gols - atrás apenas de Pelé -, Ronaldo até brincou com o garoto Neymar. O pedido é para que o atacante santista caia na área e arrume um pênalti para ele cobrar.
Ronaldo garantiu aos jogadores que está preparado para não fazer feio em sua festa. Só não prometeu segurar as lágrimas, marca registrada no adeus. ''Ele disse que treinou nessas duas semanas. Eu não vi, mas o Ronaldo, sem treinar, tem muita qualidade. E a gente corre por ele lá dentro'', garantiu o goleiro Victor, provavelmente o titular no Pacaembu, depois da dispensa de Julio Cesar para descansar.
Bem agasalhado, por causa do frio que castiga São Paulo, não foi possível ver se Ronaldo está em ''forma'' para seus 15 minutos de homenagem. Uma coisa é certa: as pernas estão descansadas. O ex-atacante usou do carrinho estilo golfe que leva jogadores às entrevistas no CT do Corinthians para se deslocar até o campo 3, onde os reservas treinavam.
Agenda cheia
Ronaldo terá um dia longo nesta segunda-feira. Logo após o almoço, com uniforme especial para não desapontar a CBF, ele receberá uma homenagem da entidade pelos serviços prestados ao longo de 15 anos de seleção, ou 97 jogos e 62 gols.
À tarde, contrariando a regra de apenas colocar as chuteiras para entrar em campo na terça-feira, ele participará do descontraído rachão marcado para o Pacaembu. Sua presença será breve, pois ainda será homenageado em evento de um dos patrocinadores da seleção, no Museu do Futebol, que fica no estádio.

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