Fortaleza - Quando Luiz Felipe Scolari disse, após a conquista do penta, que Ronaldo era ‘‘mimado’’, o atacante reclamou. Mas ontem, na viagem para o amistoso contra o Paraguai, o treinador ganhou mais um motivo para reclamar do comportamento do astro. O jogador da Inter de Milão foi o único atleta que perdeu o vôo que levou a Seleção a Fortaleza.
  Segundo Ronaldo, um engarrafamento impediu que ele chegasse a tempo de embarcar, no Rio, no vôo que depois pegou o resto da delegação em São Paulo.
  Dessa forma, chegou à capital cearense por volta das 15 horas, ou duas horas depois dos demais. Mesmo com o atraso, o atacante teve tempo, ainda no vestiário do estádio Castelão, de conversar e ‘‘fazer as pazes’’ com Scolari.
  ‘‘Ele me garantiu que foi mal interpretado’’, disse o atacante, garantindo assim ter desfeito a polêmica gerada pelas palavras do treinador em uma entrevista.
  Se falou sobre seus problemas com Scolari, Ronaldo evitou falar sobre sua situação na Inter e a transferência para o Real Madrid. Essa indefinição, inclusive, deve fazer com que ele não tenha condições físicas de jogar os 90 minutos no jogo.
  ‘‘Estou treinando só há dez dias. Ainda estou atrás dos outros’’, afirmou o jogador, que mostrou-se satisfeito por voltar a Fortaleza, onde voltou a defender a seleção em março, contra a Iugoslávia. ‘‘Foi aqui que tudo começou. Estou sentindo uma energia muito boa.’’
  Kaká – A Seleção Brasileira ‘‘família’’ que foi campeã mundial na Ásia ganhou um novo símbolo, totalmente adequado ao bom-mocismo implantado no time por Luiz Felipe Scolari. De coadjuvante na Copa, o meia Kaká, de apenas 20 anos, foi o protagonista na chegada dos pentacampeões a Fortaleza, ontem, para o primeiro amistoso após a conquista no Japão amanhã à tarde, contra o Paraguai.
  O saguão do aeroporto Pinto Martins, na capital cearense, ficou tomado por cerca de 700 torcedores, a maioria adolescentes histéricas em busca de um contato com Kaká.
  A popularidade do jogador são-paulino superou em muito a de estrelas como Roberto Carlos, Ronaldinho e Scolari. Até quando Ronaldo chegou, em vôo separado, já que perdeu o avião da seleção, o alvoroço não chegou aos pés do gerado pelo são-paulino.

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