São Paulo - Ronaldo programou 30 gols com a camisa do Corinthians em 2009. Fez 23. Repetiu a promessa para 2010. Se a meta está longe - fez apenas cinco na temporada -, ele pode, enfim, se aproximar, ou mesmo chegar ao 30º gol pelo clube amanhã, diante do Racing, no Uruguai, pela Libertadores. O Fenômeno costuma se dar bem contra uruguaios, seja uma equipe ou a seleção. No Estádio Parque Central, do Nacional, ele fará seu sexto jogo em série. E buscará marcar pela quarta vez seguida.
Jogando seguidamente, o camisa 9 começa a entrar no ritmo que o consagrou em 2009. E já falou que a torcida corintiana pode ficar tranquila, pois o time vai dar alegria aos torcedores na competição. ''A Libertadores sempre foi nossa ambição. Fora do Paulista, vamos nos dedicar apenas nela'', afirmou.
Ronaldo está mordido com os jogadores do Racing, que o chamaram de ''gordito'' e ''esfomeado'' no duelo de ida, no Pacaembu (2 a 1 para o Alvinegro) jogo no qual ele retornava após mais de 40 dias sem jogar e estava visivelmente sem ritmo de jogo. Ganhar dará ao Corinthians a classificação antecipada às oitavas de final. E a equipe vem marcando gols em todos os jogos da Competição.
Ronaldo fez dois diante do Cerro PorteÀo (no 1 a 0 no Paraguai e nos 2 a 1 do Pacaembu) e espera agora por uma vingança completa contra os falastrões uruguaios. Completa porque no Pacaembu, após o gol da virada, de Elias, ele barbarizou com os gringos, com ''dribles da vaca'', pedaladas (o zagueiro caiu sentado), ''canetas'' e até uma rasteira em seu marcador, para delírio da torcida que o ovacionou. A noite mágica estampou jornais mundo afora e também no país vizinho.
Arrancada
A história de Ronaldo no futebol começou a desenrolar num duelo contra o temido PeÀarol, o gigante do futebol uruguaio. Menino, aos 16 anos, ele ganhou uma oportunidade de começar um quadrangular diante do rival, no estádio das Antas, em Portugal, e barbarizou. Fez inúmeras jogadas de efeito, deu dribles, marcou um gol nos 3 a 0 do time e ganhou a posição de titular.
Naquele ano, ainda deixaria dois uruguaios boquiabertos: o goleiro Rodolfo Rodriguez, então no Bahia e o Nacional, na Supercopa. O camisa 1 baiano levou cinco gols daquele garoto dentuço, abusado, no Mineirão. Um deles após aproveitar a raiva do goleiro, que soltou a bola para reclamar e quando viu, Ronaldo já comemorava.
Diante do Nacional o poder de definição veio nos confrontos de mata-mata. Ronaldo marcou três gols, um na derrota por 2 a 1 e dois na vitória por 3 a 2.
A seleção celeste também já foi vítima do Fenômeno. Num amistoso em 95, o camisa nove fez os dois gols da vitória por 2 a 0. Voltaria a marcar uma vez num 3 a 0 de 99 e deixaria sua marca, ainda, num 3 a 3 das Eliminatórias, em 2003 - dois gols.

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