Rogério Fischer
Enviado da Folha
O atacante Ronaldo disse ontem que considera encerrado o episódio em que se envolveu com a Receita Federal por causa de mercadorias compradas num shopping de Ciudad del Este, no Paraguai. ‘‘Estou com a consciência tranquila’’, afirmou ele. ‘‘Tenho certeza de que agi dentro da lei.’’
Ronaldo e outros jogadores da Seleção estiveram quarta-feira no Shopping Monalisa. Foram de carro e voltaram de helicóptero. Uma funcionária teria revelado que o atacante gastou mais de US$ 16 mil em mercadorias. A Receita vistoriou o helicóptero e diz que nada foi encontrado.
Ontem, o jogador da Inter de Milão disse que fez compras ‘‘dentro do limite permitido pela alfândega’’. A cota para turistas que fazem compras em Ciudad del Este é de US$ 150,00, se as mercadorias entrarem no Brasil por via terrestre, ou US$ 500,00, por via aérea. O atacante afirmou que ganhou da loja um relógio ‘‘muito bonito, um presente que não dá para recusar’’.
À tarde, horas depois que o atacante concedeu entrevista no Hotel Bourbon, em Foz do Iguaçu, local de concentração do time brasileiro, o vice-presidente do Grupo Monalisa, Charif Hammoud, disse à Folha que a loja não presenteou o jogador com qualquer mercadoria. Segundo ele, os jogadores da Seleção que foram à loja na quarta-feira deixaram reservadas diversas mercadorias para pagarem no dia seguinte, com a justificativa de que estavam sem dinheiro.
Hammoud disse que, com a repercussão do caso, os jogadores ligaram cancelando a compra. Com isso, a loja, segundo o empresário, deixou de vender cerca de US$ 15 mil. ‘‘Não temo nenhuma revista’’, garantiu o jogador. ‘‘O importante é que esse caso não perturbe o ambiente da Seleção.’’

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