O jogador Ronaldinho será obrigado a adotar a mesma astúcia que utilizava em campo no depoimento que prestará amanhã na CPI da CBF/Nike, a partir das 10 horas. Os deputados esperam que ele solucione de uma vez por toda as contradições apontadas nos depoimentos em que foi abordado seu desempenho no último jogo da Seleção Brasileira na Copa da França.
O técnico Zagallo disse à CPI que horas antes do jogo Ronaldinho teria tido ‘‘um estresse emocional, uma convulsão’’. Os médicos Lídio Toledo e Joaquim da Matta negaram a informação. Mas o jogador Edmundo afirmou no seu depoimento que as cenas que assistiu na concentração não deixam dúvidas de que o colega teria mesmo sofrido uma convulsão. ‘‘De tudo o que ouvimos ficou 99% de certeza de que Ronaldinho não tinha condições de entrar em campo’’, afirmou o relator da comissão, deputado Silvio Torres (PSDB-SP).
O presidente da CPI, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), recebeu ontem um e-mail, de um brasileiro que estudava em Paris na época da copa, que lança novas suspeitas sobre o que realmente ocorreu naquele dia. Segundo o deputado, o rapaz disse que a televisão francesa TF-1 divulgou na tarde do jogo que Ronaldinho teria tomado um anestésico para aliviar as dores que sentia. A convulsão, por sua vez, teria sido uma reação a esse anestésico.

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