Ronaldinho não marca há um ano
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de junho de 2006
Márcio Alonso<br> France Presse 
Bergisch Gladbach - Melhor jogador do mundo, Ronaldinho completa hoje um ano sem fazer gols com a camisa do Brasil o último foi em 29 de junho de 2005, na Copa das Confederações, contra a Argentina , uma marca que ilustra o baixo rendimento do craque pela seleção brasileira, em comparação com as brilhantes atuações que costuma ter no Barcelona.
Desde que marcou um gol e comandou a bela apresentação da seleção na final da Copa das Confederações-2005, na goleada de 4 a 1 sobre a Argentina, em 29 de junho, Ronaldinho participou de nove das 13 partidas do Brasil. O craque entrou em campo na partida das eliminatórias contra a Venezuela (3 a 0), nos amistosos contra Emirados Árabes (8 a 0), Sevilla (1 a 1), seleção de Lucerna (8 a 0) e Nova Zelândia (4 a 0) e nos quatro jogos desta Copa do Mundo.
Ficou fora das partidas contra Bolívia (1 a 1) e Chile (5 a 0), pelas Eliminatórias, e dos amistosos contra Croácia (1 a 1) e Rússia (1 a 0). Em algumas partidas em que esteve em campo, Ronaldinho chegou a jogar bem, deu passes precisos, como contra a Venezuela, pelas eliminatórias, e na terceira partida desta Copa do Mundo, diante do Japão (4 a 1), mas em momento algum brilhou com arrancadas fulminantes, dribles desconcertantes e chutes precisos, como costuma fazer no Barcelona.
É preciso lembrar que na seleção brasileira Ronaldinho não joga na mesma posição em que está acostumado no Barça, em que atua praticamente como atacante. Na equipe de Parreira, ele é meia, se posiciona mais no centro do campo, em vez de bem aberto pela esquerda, e tem a função de armar o time.
Na partida contra Gana, Ronaldinho teve um pouco mais de liberdade para tentar jogadas individuais com a entrada de Juninho no lugar de Adriano no segundo tempo. ''A cada partida, eu procuro chegar mais perto da área. Na próxima, vou tentar de novo. Preciso me aproximar dos atacantes e ir para o lado do campo buscar espaço para o drible. O meu gol vai sair na hora certa. Sei que na hora em que o time mais precisar, vai sair. Mas eu não fico ansioso com isso. Tenho me dedicado bastante'', afirmou.
O jogador, no entanto, muito marcado, errou passes em demasia e foi sutilmente criticado pelo sempre comedido técnico Carlos Alberto Parreira. O treinador reclamou que os meias (incluindo também Kaká) não souberam ditar o ritmo de jogo que interessava à seleção. ''Confundimos velocidade com pressa. Velocidade é uma ação coordenada. Não seguramos a bola o suficiente porque queríamos chegar muito rápido ao gol. Temos que trabalhar para fazer um melhor passe final'', afirmou Parreira.
Já o lateral-esquerdo Roberto Carlos disse que os jogadores tentarão ajudar Ronaldinho, de alguma forma, a brilhar pela seleção. ''O importante é que ele mantenha a calma para voltar a jogar bem, mas a gente vai tentar ajudá-lo'', garantiu o lateral.


