A semana está terminando e ainda não se descobriu o culpado pela misteriosa escalação de Ronaldinho na fatídica final da Copa do Mundo, no último domingo, contra a França. Não acredito que Zagallo tenha sido o único responsável.
Por mais que ninguém admita, parece ter havido influências externas ao comando técnico da Seleção para escalar o atacante. Zagallo e Zico negam pressões tanto do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, quanto do todo-poderoso patrocinador da Seleção, a Nike.
O imbróglio não fica restrito à entrada de Ronaldinho em campo. Passa pelo doutor Jack, ou melhor, médico Lídio Toledo, que além de emitir um falso comunicado à Fifa sobre o que teria ocorrido com o jogador momentos antes do jogo, permitiu que o atacante participasse dos 90 minutos da decisão.
Se o quadro era tão grave a ponto de abalar física e emocionalmente todo o grupo, era evidente que Ronaldinho não deveria ter entrado em campo. O trapalhão médico da Seleção mostra outra vez que está ultrapassado e que já não deveria ocupar um posto tão importante.
O falastrão técnico Zagallo também tem uma enorme parcela de culpa no episódio. Se ficou assustado com a tal convulsão de Ronaldinho, por que se atreveu em escalá-lo? Se escalou, por que não o substituiu no intervalo?
O pior de tudo foi Zagallo ter jogado a responsabilidade da apatia do restante da equipe em cima de Ronaldinho.
O atacante da Inter de Milão é o menos culpado. Além da pressão crescente pela fama, tem sua vida invadida e vasculhada pela imprensa. A Rede Globo, que condenou os ‘‘papparazzi’’ que perseguiam a princesa inglesa Diana, agora faz o mesmo e não dá sossego a Ronaldinho.
Está claro que o jogador está estressado e precisa de descanso. Mas para a Globo isso não tem importância. É preciso informar a ‘‘aldeia Global’’ sobre tudo o que cerca a maior estrela do futebol mundial. Para isso, vale tudo, até perseguição ao jogador num simples passeio pelo Rio de Janeiro. E dá-lhe plantão na porta de sua casa. Um absurdo. O melhor neste momento é deixar o jogador em paz.

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