São Paulo - Com Ronaldinho Gaúcho como abre-alas, o Brasil tem a chance de uma consagração inédita na eleição dos melhores de 2004 pela Fifa. E, no lugar dos gols de Ronaldo e Romário, é a fantasia do drible que puxa as chances do País.
A entidade mundial indicou ontem os finalistas para os prêmios que serão entregues no próximo dia 20 de dezembro. Entre os homens, Ronaldinho disputa o título de melhor do ano com o francês Henry, do Arsenal, e o ucraniano Shevchenko, do Milan. Nenhum dos três já foi eleito pela Fifa o melhor de uma temporada.
O Brasil tem a chance de ganhar mais três prêmios. Pela primeira vez na história, uma mulher do País está entre as três finalistas. Dribladora e criativa como Ronaldinho, a meia Marta, 19 anos, disputa o feito com a alemã Birgit Prinz e a americana Mia Hamm.
O Brasil tem duas outras chances de premiação, e a vitória nesses casos parecem quase certas. Pela primeira vez, a Fifa vai escolher o melhor jogador de futsal do ano. Com uma campanha avassaladora no Mundial que está sendo disputado em Taiwan, será difícil o prêmio escapar do Brasil. E a lista dos favoritos tem jogadores que usam o drible como principal arma o ala Falcão é um grande exemplo disso.
Por fim, o time de Carlos Alberto Parreira deve ganhar o prêmio de seleção do ano, já que a Fifa em geral usa seu ranking para definir o dono do troféu. O Brasil segue no topo dele com folga.
Para ser o quarto brasileiro a faturar o título de melhor do ano (Romário, Rivaldo e Ronaldo já levaram os seus), Ronaldinho enfrentará um júri diferente. Até o ano passado, só os treinadores das seleções votavam. Agora, os capitães dos times nacionais e uma associação de jogadores profissionais também irá influir no resultado da eleição.

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