Ronaldinho Gaúcho começa a sentir pressão aumentar
Munique - Pelo calor e pela quantidade de jornalistas, o clima na sala onde os jogadores deram entrevistas ontem estava sufocante, mas para Ronaldinho Gaúcho foi mais. Depois de duas atuações na Copa do Mundo bem abaixo da sua média, o melhor jogador do mundo começa a sentir a pressão que já se tornou habitual com o seu xará. Ontem, o craque teve de responder várias vezes por que ainda não conseguiu mostrar seu futebol diante de adversários relativamente fáceis como Croácia e Austrália. A comparação com o Barcelona foi inevitável.
''Na seleção estou jogando de forma diferente. O professor (Parreira) pede para eu ficar mais no meio, tentando abrir espaços para tocar a bola para os atacantes. No Barcelona, chego mais na área. Estou tentando fazer o melhor possível'', afirmou Ronaldinho, que fez logo questão de mostrar que não estava reclamando. ''Também me sinto à vontade jogando assim.''
Um pouco mais adiante, outra pergunta feita com cuidado, mas que também pegou na sua canela: não chegou a hora de Ronaldinho Gaúcho se apresentar mais para as finalizações e fazer um gol? ''Minha função é fazer com que os atacantes marquem os gols. Se eu puder fazer gol, ótimo'', minimizou.
Com algumas explicações mais claras e outros clichês, Ronaldinho procurou mostrar que está preocupado em cumprir sua função tática e em jogar mais em prol do time do que individualmente. E, numa análise coletiva, o camisa 10 do Brasil acredita que a seleção evoluiu em relação ao primeiro jogo, contra a Croácia. ''Já conseguimos manter mais a bola com a gente. Jogamos com mais inteligência no segundo tempo, quando soubemos abrir melhor os espaços no campo do adversário'', disse.





