Ronaldinho Gaúcho abre mão de estrelato
Ronaldinho Gaúcho desembarcou na Coréia do Sul como a maior promessa da seleção para a Copa-2002. Decepcionou no primeiro jogo, melhorou no segundo e, advertido com um cartão amarelo, foi poupado no terceiro.
De volta ao time contra a Bélgica, o meia-atacante gaúcho, que joga no time francês Paris Saint-Germain, que desde o início minimizou a expectativa nele depositada, se despiu de vez de ambições e mostrou que não pretende concorrer com os outros erres, Ronaldo e Rivaldo, os artilheiros do time na Copa.
Eu prefiro dar o passe para o gol do que fazer o gol. É tão importante quanto, declarou Ronaldinho, que foi orientado por Luiz Felipe Scolari a trocar de posição constantemente com Ronaldo e Rivaldo na partida de hoje contra a Bélgica. Tocar a bola rapidamente é a forma pela qual podemos conseguir envolver os belgas, ensina o jogador.
Morte súbita A seleção brasileira quer obter a vaga nos 90 minutos para evitar o trauma da eliminação na morte súbita. Nas duas últimas Olimpíadas, o Brasil perdeu na prorrogação. Dos 11 titulares do time atual, seis já sofreram com a morte súbita.
Vamos tentar não chegar na prorrogação. A gente tem uma boa equipe, e vamos nos esforçar para matar o jogo no tempo normal, disse Ronaldinho Gaúcho, que era companheiro de Lúcio na equipe eliminada na prorrogação por Camarões na Olimpíada-2000.
Na edição anterior, Ronaldo, Rivaldo, Juninho, Roberto Carlos, Dida e Luizão perderam a chance de levar a medalha de ouro após a eliminação na morte súbita pela Nigéria. Apesar de querer a vaga no tempo normal, a seleção treinou pênaltis nos últimos dias, caso tenha de definir o posto assim, após a prorrogação. (Agência Folha)





