Ronaldinho festeja gol e exibe marcas de chuteira
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terça-feira, 16 de junho de 1998
Agência Estado 
O atacante Ronaldinho fez o que mais se esperava dele: gol. Foi suficiente para o jogador vibrar muito em campo e deixar o vestiário da Seleção feliz. Embora não tenha prometido marcar um gol para cada pessoa de sua família, como sua mãe dissera, ele garantiu que está disposto a atender ao desejo de Dona Sônia. Não sei de onde ela tirou isso, mas vou tentar corresponder.
O atacante deixou o campo com hematomas nas duas coxas. Na esquerda, exibia a marca das travas da chuteira do marroquino Chiba. Não é nada grave, garantiu. O jogador vibrou muito com o gol que marcou, o primeiro da vitória do Brasil. Era o que faltava para mim na Copa, justificou. Ele elogiou o desempenho da Seleção Brasileira, sobretudo pela marcação forte. Demonstramos que temos um time muito bom.
Ronaldinho disse que, apesar das cobranças, em nenhum momento ficou preocupado por não ter marcado gol no jogo contra a Escócia. Se puder marcar muitos gols, tudo bem, mas meu objetivo é ajudar a Seleção, trabalhar em conjunto para que o time vença os jogos e conquiste o título mundial.
Passado o jogo com Marrocos, o centroavante quer aproveitar o dia de folga, hoje, ao lado de sua noiva, Suzana Werner, e da família, na casa que alugou em Pontault Combault, cidade entre Lésigny, onde a Seleção está concentrada, e Ozoir-la-FerriSre, onde a equipe realiza seus treinos. Ele só quer começar a pensar na Noruega, próximo adversário do Brasil, a partir de amanhã, quando a equipe voltará a treinar.
O atacante preferiu não falar sobre as provocações dos noruegueses. Ele foi enfático ao comentar o assunto: Eu só respondo em campo, afirmou. O desempenho do Brasil nos dois primeiros jogos da Copa deixou o craque mais otimista, porém consciente de que as dificuldades serão maiores a partir das oitavas-de-final. A classificação do Brasil na primeira fase já era esperada, mas a tendência é a competição tornar-se mais difícil e disputada.
Ronaldinho aposta em seleções tradicionais na disputa pelo título. Segundo ele, Itália, Alemanha, Argentina e Inglaterra, além da França, por ser a anfitriã e ter um bom time, são os adversários mais fortes do Brasil. A tradição costuma contar muito numa Copa, por isso precisamos nos preparar cada vez mais para a fase mais difícil.


